São fatores que influenciam na qualidade dos ensaios: I ...
I - Coleta do sangue em tubo apropriado.
II – Quadro clínico do paciente.
III - Técnica de separação do soro adequada.
IV - Padronização dos ensaios técnicos.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: qualidade dos ensaios laboratoriais depende de variáveis pré-analíticas (coleta, transporte, preparo do espécime), analíticas (execução do método, calibração, controles) e pós-analíticas (liberação e interpretação). Em concursos, foque no que o laboratório controla diretamente.
Gabarito: C — I, III e IV
Por que está correto:
- I. Coleta em tubo apropriado: escolher o anticoagulante/ativador adequado evita interferências (ex.: EDTA quela Ca²⁺, falsamente baixo; K-EDTA pode elevar K⁺). Fase pré-analítica crítica. Referência: CLSI GP41 (coleta venosa) e CLSI GP44 (manuseio de amostras).
- III. Técnica de separação do soro: respeitar tempo de coagulação, centrifugação e separação rápida do coágulo evita hemólise, lipemia/resuspensão e consumo/redistribuição de analitos. Pré-analítica controlável. Referência: CLSI GP44; WHO LQMS handbook.
- IV. Padronização dos ensaios técnicos: envolve calibração rastreável, controles internos (regras de Westgard), ensaios de proficiência e SOPs. Garante exatidão e precisão. Referência: ISO 15189 (2022); UpToDate – Preanalytical and analytical sources of error.
Pegadinha: “quadro clínico” parece relevante, mas não é fator de qualidade do ensaio. Ele orienta a interpretação e a indicação do teste, não a execução/controle de qualidade do método.
Análise das alternativas incorretas:
- A (II, III, IV) – Inclui o item II, que é variável clínica do paciente. Embora condições como gravidez, exercício ou jejum afetem valores medidos, isso não constitui controle de qualidade do ensaio; é variabilidade biológica. O laboratório deve registrá-la, não “padronizá-la”.
- B (I, II, III) – Mesma falha: mantém o item II. I e III são corretos, mas a presença do II invalida.
- D (I, II, IV) – Novamente, II compromete a alternativa, apesar de I e IV serem pilares de qualidade (pré-analítica e analítica).
- E (I, II, III, IV) – Abrange tudo, incluindo o item II, que não é fator de qualidade do ensaio.
Estratégia de prova: identifique o que é controlável pelo laboratório (tubo correto, processamento, padronização/controle) versus o que é clínico (quadro do paciente). Em questões de qualidade, privilégios vão às fases pré-analítica e analítica padronizadas segundo ISO 15189, CLSI e WHO LQMS.
Resumo-chave: escolha do tubo (I), separação adequada do soro (III) e padronização do método (IV) melhoram a qualidade do ensaio; o quadro clínico (II) melhora a interpretação, não a qualidade do processo analítico.
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