Um homem de 40 anos, com múltiplas parceiras sexuais e sem ...

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Q3767942 Medicina
Um homem de 40 anos, com múltiplas parceiras sexuais e sem proteção, consulta na Atenção Primária à Saúde para rastreio de hepatites.

Assinale a alternativa que indica corretamente o rastreio, de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais MS 2025.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em adulto de 40 anos com múltiplas parceiras e sexo sem proteção, o rastreio na APS deve contemplar HBsAg para hepatite B e anti-HCV para hepatite C, com avaliação de suscetibilidade e vacinação contra HBV se necessário; por isso, a alternativa A é a correta.

Tema central: Rastreio de hepatites virais
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A reúne o que a base oficial do MS define como conduta adequada para esse cenário: testagem de triagem para HBV e HCV, com HBsAg e anti-HCV, preferencialmente por teste rápido quando disponível, além de verificar se o paciente é suscetível à hepatite B e atualizar a vacinação contra HBV se não houver imunização documentada. O aconselhamento sobre risco e a vinculação ao cuidado também estão alinhados ao manejo em APS. A menção à TARV para HIV é apenas acessória e não interfere no critério principal de acerto, que é o rastreio de hepatites virais.
B
Errada
Está errada porque troca o alvo do rastreio. Sorologia para HAV isoladamente não corresponde ao rastreio inicial de hepatites virais nesse adulto com risco sexual, e ultrassom hepático não é exame de triagem etiológica para hepatite viral na APS. A alternativa também desloca a conduta para orientação geral e especialista sem realizar o rastreio correto de HBV e HCV.
C
Errada
Está errada por confundir rastreio com exame complementar e tratamento. PCR quantitativo para HBV não é a porta de entrada do rastreio inicial; a triagem é feita com HBsAg. Além disso, iniciar entecavir empiricamente apenas pelo comportamento de risco, sem diagnóstico confirmado e sem critérios terapêuticos, é tecnicamente inadequado e potencialmente perigoso.
D
Errada
Está errada porque propõe investigação de HDV como se fosse rastreio inicial universal. A pesquisa de anti-HDV é dirigida e depende do contexto de infecção por HBV, não sendo o exame inicial apropriado neste cenário. Também erra ao acoplar interferon como se um teste positivo isolado definisse essa conduta, o que não corresponde ao papel do rastreio na APS.
E
Errada
Está errada por dois motivos concretos: o teste para HDV não é o rastreio inicial indicado no adulto descrito, e ribavirina não tem papel como profilaxia para HDV. Mesmo que cite vacina para HAV, isso não corrige o erro central de escolher o vírus errado para triagem e de propor uma farmacologia sem sustentação.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre rastreio inicial e investigação/tratamento: quem troca HBsAg e anti-HCV por PCR de HBV, ultrassom, anti-HDV ou antiviral empírico cai fora do protocolo correto da APS.
Dica para questões semelhantes
  • Em APS, primeiro separe rastreio de exame confirmatório ou de estadiamento: para HBV/HCV, a triagem é com HBsAg e anti-HCV.
  • Em exposição sexual de risco, lembre que hepatite B exige também checar suscetibilidade e atualizar vacinação se necessário.
  • HAV e HDV não entram como foco automático do rastreio inicial desse cenário; HDV é investigação dirigida, não triagem universal.
  • Se a alternativa já começa com antiviral empírico ou exame molecular quantitativo como primeira etapa, provavelmente está trocando rastreio por manejo especializado.

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