Uma criança de 4 anos, portadora de síndrome de Down, é tra...

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Q3767941 Medicina
Uma criança de 4 anos, portadora de síndrome de Down, é trazida pela mãe à UPA com história de febre 38,8°C há 24 horas, tosse seca intensa, coriza, sem dispneia e com saturação de O2 normal, medida no atendimento.

A conduta de tratamento deve incluir:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O elemento que define a resposta é a indicação protocolar de oseltamivir precoce para síndrome gripal em paciente de maior risco. Neste caso, a criança tem 4 anos, síndrome de Down e sintomas há 24 horas, o que a enquadra em grupo com maior risco para complicações e dentro da janela terapêutica recomendada.

Tema central: Oseltamivir na gripe
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque baloxavir não é a opção padronizada nos protocolos usuais brasileiros para esta criança com síndrome gripal e fator de risco, enquanto o oseltamivir é o antiviral sustentado pela base para esse cenário. Além disso, probióticos e dieta anti-inflamatória não têm papel terapêutico decisivo no manejo da influenza descrita.
B
Errada
Está errada porque o zanamivir inalado não se sustenta tecnicamente para uma criança de 4 anos, já que a base aponta inadequação da faixa etária para esta alternativa. Mel com limão e monitorização domiciliar da oximetria não corrigem o erro principal, que é a escolha inadequada do antiviral.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque traz o antiviral indicado para síndrome gripal/influenza em criança de risco, dentro das primeiras 48 horas de sintomas. Pela base, idade menor de 5 anos e síndrome de Down sustentam maior risco de complicações e justificam tratamento antiviral precoce, além de medidas de suporte. A ausência de dispneia ou de hipóxia não afasta essa indicação protocolar.
D
Errada
Está errada porque não há base clínica para antibiótico empírico. O quadro é de síndrome gripal aguda, com febre, tosse e coriza há 24 horas, sem sinais que sustentem pneumonia bacteriana ou outra infecção bacteriana como hipótese principal. Azitromicina, nebulização e vitamina D não constituem tratamento específico da influenza nesse contexto.
E
Errada
Está errada porque a amantadina não é recomendada no manejo atual da influenza sazonal, por resistência e espectro inadequado, e a alternativa ainda omite o antiviral indicado para grupo de risco. Vitamina C não substitui tratamento antiviral, e priorizar retorno escolar sem oseltamivir contraria a conduta sustentada pela base.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa ideia de que ausência de dispneia e saturação normal afastariam necessidade de antiviral. Nesta questão, o decisivo não é gravidade inicial, mas sim síndrome gripal com menos de 48 horas em criança de grupo de risco.
Dica para questões semelhantes
  • Em síndrome gripal, primeiro identifique se o paciente pertence a grupo de risco; isso pode indicar antiviral mesmo sem sinais de gravidade.
  • Se o início dos sintomas estiver dentro de 48 horas, a janela terapêutica favorece oseltamivir nos casos em que há indicação protocolar.
  • Não introduza antibiótico em quadro gripal típico sem dado clínico que sustente infecção bacteriana.
  • Em prova, diferencie conhecer outros antivirais de reconhecer qual é o antiviral protocolar para a faixa etária e o cenário clínico.

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