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Q4035497 Artes Cênicas
Durante uma residência artística, um grupo de bailarinos investiga a relação entre corpo, trabalho e tempo. A proposta é observar como o cotidiano urbano (marcado por cronogramas rígidos, excesso de produtividade e estímulos digitais) interfere nas dinâmicas corporais e na percepção temporal do movimento. Os intérpretes exploram movimentos fragmentados, acelerações bruscas e interrupções, simbolizando a tensão entre o ritmo vital e o ritmo imposto pelas rotinas produtivas. Do ponto de vista teórico e crítico, essa experimentação expressa o conceito de:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O decisivo era a oposição entre o ritmo vital do corpo e o ritmo imposto pelas rotinas produtivas, em um contexto de cronogramas rígidos, produtividade e estímulos digitais.

Tema central: Corpo, tempo e controle
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está certa porque nomeia o corpo submetido a regimes de tempo, produtividade e controle do cotidiano urbano. O enunciado não descreve apenas qualidades do movimento, mas uma tensão entre ritmo vital e ritmo imposto, o que sustenta uma leitura crítica da modulação das dinâmicas corporais por dispositivos de organização social da vida cotidiana. Esse é o critério que corresponde a ritmos biopolíticos do corpo. Pela própria base, isso é uma leitura conceitual compatível com o enunciado, sem que se possa afirmar filiação a autor, obra ou escola específica.
B
Errada
Está errada porque reduz a situação à expressividade do movimento. O enunciado exige compreender a relação entre corpo e dispositivos sociais de regulação do tempo e da produtividade, e isso não é explicado por uma noção genérica de ritmos expressivos.
C
Errada
Está errada porque polirritmia remete à coexistência ou sobreposição de ritmos como aspecto estrutural ou composicional. Aqui, o núcleo pedido não é a organização formal de múltiplos ritmos, mas a crítica à imposição de ritmos sociais sobre a corporalidade.
D
Errada
Está errada porque ritmos fisiológicos se referem a processos orgânicos do corpo. O enunciado, porém, traz produtividade, cronogramas rígidos e estímulos digitais como formas de determinação externa, isto é, uma regulação sociocultural e política, não biológica interna.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar fragmentação, aceleração e interrupções como dado apenas formal e marcar polirritmia, ou ler corpo e ritmo vital em chave apenas biológica e marcar ritmos fisiológicos. O enunciado desloca tudo isso para uma crítica ao controle temporal e produtivo do corpo.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado destaca produtividade, cronogramas, imposição de ritmo e controle do cotidiano, procure um conceito de regulação externa do corpo, não uma categoria apenas formal do movimento.
  • Quando a pergunta pede leitura teórica e crítica, desconfie de alternativas meramente descritivas, expressivas ou técnicas.
  • A oposição entre ritmo vital e ritmo imposto indica conflito entre vida corporal e organização social do tempo; isso pesa mais que a forma visível do movimento.

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