Assinale a alternativa que indica o número correto de oraçõe...

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Q2670159 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A sofisticação da línguas indígenas


Por Reinaldo José Lopes


  1. Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito
  2. telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua
  3. totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na
  4. própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” –
  5. um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
  6. Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano
  7. que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir
  8. a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra)
  9. com a forma --ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá?
  10. Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”.
  11. Dá para encontrar detalhes surpreendentes como esse em todas as mais de 150 línguas
  12. indígenas ainda faladas no território brasileiro. Elas são apenas a ponta do iceberg do que um
  13. dia existiu por aqui, diga-se. Como mostra o livro Índio Não Fala Só Tupi, lançado neste ano
  14. pelas linguistas Bruna Franchetto e Kristina Balykova, calcula-se que pelo menos 80% dos
  15. idiomas que eram falados no Brasil desapareceram de 1500 para cá.
  16. Mesmo assim, o país continua abrigando uma das maiores diversidades linguísticas do
  17. planeta, com a presença de idiomas tão diferentes entre si quanto o alemão do árabe ou os
  18. idiomas do Congo em relação ao mandarim (aliás, algumas das línguas “made in Brazil” usam
  19. tons, semelhantes a notas musicais, para diferenciar o significado de algumas sílabas, algo que
  20. o mandarim também faz).
  21. O famoso tupi antigo ou tupinambá, falado em boa parte do litoral brasileiro quando Pedro
  22. Álvares Cabral pisou aqui, era só uma delas. A propósito, esqueça aquele negócio de “tupiguarani”,
  23. expressão que é meio como dizer “português-espanhol”. O tupi é uma língua; o guarani
  24. é outra – e, aliás, existem diversas formas de guarani, nem sempre inteligíveis entre si.
  25. O único emprego correto do substantivo composto “tupi-guarani” é o que serve para
  26. designar uma subfamília linguística com esse nome, a qual engloba dezenas de idiomas. Entre
  27. seus membros ainda usados no cotidiano estão o nheengatu (um descendente moderno do tupi
  28. do Brasil-Colônia), os vários “guaranis”, o tapirapé e o guajá. Uma subfamília, como você pode
  29. imaginar, faz parte de uma família linguística mais ampla – nesse caso, a família tupi
  30. propriamente dita, que inclui ainda outras dezenas de línguas, como o munduruku, o juruna, o
  31. tupari e o suruí.
  32. Existem pelo menos outras três grandes famílias linguísticas no país, diversas outras
  33. famílias de porte mais modesto e, de quebra, várias línguas consideradas isoladas, ou seja, sem
  34. nenhum parentesco identificável com outros idiomas. É mais ou menos o mesmo caso do basco,
  35. falado na Espanha e na França – com a diferença de que o basco é um dos únicos casos desse
  36. tipo no território europeu. Essa comparação ajuda a entender o tamanho da riqueza linguística
  37. brasileira.


(Disponível em: Revista Superinteressante – https://super.abril.com.br/historia/a-sofisticacao-das-linguas-

indigenas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.”.

Alternativas

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Tema central da questão: Análise sintática – Identificação e contagem de orações em período composto. Aqui, você precisa determinar quantas orações existem em uma sentença extensa, reconhecendo cada núcleo verbal e aplicando a regra da oração: “toda oração gira em torno de um verbo ou locução verbal”.

Regra aplicada: Segundo a norma-padrão, para contar o número de orações em um período, basta identificar os núcleos verbais, pois cada verbo ou locução verbal delimita uma oração. (cf. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa, e Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo).

Análise do período fornecido:

Observando a frase, temos:

- imagine (verbo imperativo – 1ª oração)
- deu (verbo – 2ª oração)
- incorporar (verbo no infinitivo, dependente, mas conta como oração subordinada – 3ª oração)
- criando (gerúndio com ideia de consequência – 4ª oração)
- apelidaram (verbo – 5ª oração)
- faz (verbo – 6ª oração)

Cada um desses verbos inicia uma nova oração. Atenção: verbos no gerúndio e no infinitivo também contam como orações, desde que tragam sentido completo, como é o caso.

Portanto, a alternativa correta é: E) 6

Análise das alternativas incorretas:

- A) 2 / B) 3 / C) 4 / D) 5: Todas ignoram alguns dos verbos presentes no período. Isso pode ocorrer por desatenção ao infinitivo (“incorporar”) ou ao gerúndio (“criando”), que compõem orações subordinadas, e devem ser considerados.

Pegadinha comum: Não se esqueça: verbo não-finitos (gerúndio/infinitivo) também delimitam orações quando têm sentido próprio. Muitos candidatos contam apenas os verbos finitos ou se confundem com períodos longos e estruturas encadeadas (orações subordinadas e coordenadas).

Estratégia para provas: Grife ou marque todos os verbos e locuções verbais; analise se há sujeitos diferentes ou ideias principais/subordinadas. Cada um representa uma oração.

Conclusão: Nesta questão, aplicar a definição clássica de oração permitiu chegar à resposta correta, reforçando a importância da análise atenta dos verbos. Essa técnica é fundamental para questões similares, especialmente em concursos para áreas técnicas como Engenharia Civil, onde a interpretação sintática pode ser cobrada de forma objetiva.

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“Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.”.

6 orações.

Gabarito E de Elon Musk

gabarito letra E

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