Poucas escalas de avaliação específicas de Terapia Ocupacion...
Poucas escalas de avaliação específicas de Terapia Ocupacional foram elaboradas ou devidamente adaptadas e validadas para o uso no Brasil. Observe os dois grupos de informações a seguir: os identificados por algarismos romanos correspondem a escalas de avaliação criadas no Brasil ou adaptadas e validadas para o uso neste país; já as letras maiúsculas correspondem às características de cada uma das escalas de avaliação. Após ler as informações contidas nos dois grupos, assinale a alternativa correta que apresenta a associação adequada entre as escalas de avaliação já referidas e suas características próprias:
ESCALAS DE AVALIAÇÃO |
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|- Classificação de idosos quanto à capacidade para o autocuidado (CICAC). Il- Entrevista da História do Desempenho Ocupacional (EHDO). Ill- Escala de Observação Interativa de Terapia Ocupacional (EOITO). IV- Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (ACOORDEM). |
CARACTERÍSTICAS |
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A- Este instrumento de avaliação mede mudanças em pacientes ao longo das sessões de Terapia Ocupacional. É uma escala composta por 16 itens (cuidado pessoal, execução de atividades, demonstração de interesse, comunicação verbal, interação social, referência a fatos irreais, alucinações, orientação, psicomotricidade aumentada, linguagem acelerada, irritabilidade, aceitação de limites, expressão de auto-estima e comportamento inabitual). Apresenta três graduações, indicando uma ordem crescente da gravidade nas manifestações psicopatológicas. A avaliação consiste não apenas na observação, mas na interação entre avaliador e paciente. Pode ser usada em enfermarias, hospitais e ambulatórios de Saúde Mental. Porém, seu uso é limitado por avaliar apenas sintomas psiquiátricos. B- É um teste que detecta transtorno de coordenação motora em crianças de 4 a 8 anos de idade. Os itens de observação direta (áreas de Coordenação e Destreza Manual e de Coordenação Corporal e Planejamento Motor) têm escore numérico, baseado no tempo e acuidade da resposta; e os questionários de pais e professores (Desempenho Funcional em casa e na escola) são pontuados em escala de quatro pontos, indicando a frequência dos comportamentos observados (nunca/raramente, ocasionalmente, frequentemente e sempre). A avaliação ocorre num contexto de brincadeira, visando facilitar a aceitação pelas crianças. Seu processo de validação e confiabilidade foi estudado em 2009. C- É uma entrevista semi-estruturada formada por duas partes. A primeira parte consiste na própria entrevista, em que é avaliado o desempenho ocupacional do indivíduo no passado e presente de acordo com os itens a seguir: organização das rotinas cotidianas; papéis de vida; interesses, valores e metas; percepção das habilidades e responsabilidades; e influências ambientais. Já na segunda parte, há um formulário padrão que apresenta os resultados da entrevista (pontuação) e a narrativa de história de vida, feita a partir de questões abertas relacionadas aos cinco itens já citados. A versão validada em português foi feita a partir da versão em inglês (original de 1989) não revisada. D- Este instrumento de avaliação possui duas versões: simplificada e grupal. A grupal é mais longa e o nome foi dado por ter sido ajustada através da contribuição de 15 terapeutas ocupacionais. A versão simplificada constitui-se de 20 questões e a versão grupal, 22 questões. Estas referem-se aos seguintes itens: Arranjo Doméstico e Familiar e sua Potencial Rede de Suporte; Perfil Social; Universo Ocupacional e Capacidade Funcional. No item Capacidade Funcional, são avaliadas as Atividades de Vida Diária (básicas e instrumentais), Lazer e Trabalho (remunerado e não-remunerado). Sua validade e confiabilidade foram estabelecidas nas duas versões. O instrumento é bem abrangente e admite a complexidade do sujeito a ser avaliado, porém as duas versões exigem um | tempo longo para sua aplicação. |
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B – I-D; II-C; III-A; IV-B.
Tema central da questão: A questão aborda a associação entre instrumentos de avaliação em Terapia Ocupacional e suas características, exigindo do candidato conhecimento sobre escalas validadas no Brasil e suas aplicações clínicas. Esse tema é fundamental, pois o uso adequado de instrumentos validados garante qualidade, eficácia e segurança nas avaliações do terapeuta ocupacional (COFFITO, 2018).
Resumo teórico: Instrumentos de avaliação são essenciais para identificar habilidades, limitações e necessidades dos pacientes. No Brasil, algumas escalas foram criadas ou validadas para usos específicos, como avaliação de autocuidado, desempenho ocupacional, observação interativa e coordenação motora. Reconhecer suas aplicações é crucial para o planejamento terapêutico.
Justificativa da alternativa correta:
- I - CICAC / D: CICAC avalia capacidade funcional e rede de suporte de idosos, condizente com a descrição de D (versões simplificada e grupal, itens sobre suporte, perfil social e capacidade funcional).
- II - EHDO / C: EHDO é uma entrevista sobre história de desempenho ocupacional, o que corresponde ao instrumento semi-estruturado descrito em C.
- III - EOITO / A: EOITO observa mudanças psicopatológicas em saúde mental, como na característica A.
- IV - ACOORDEM / B: ACOORDEM detecta transtornos de coordenação motora em crianças, como detalhado em B.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Erra ao associar CICAC à característica A (referente à saúde mental) e EOITO à C (referente à entrevista), trocando as escalas e suas funções.
- C: Associações invertidas e incompatíveis: como ACOORDEM com C (entrevista) e CICAC com B (coordenação motora), contrariando definições técnicas.
- D: Relaciona CICAC à entrevista (C) e EOITO à característica A (ok), mas erra nas demais, expondo confusão entre instrumentos e seus objetivos.
Estratégias para interpretação: Leia atentamente cada descrição, busque por palavras-chave que conectem função, população-alvo e estrutura do instrumento. Evite associar instrumentos conhecidos a aplicações genéricas e priorize o detalhamento das características.
Fontes: COFFITO Resolução nº 483/2018, literatura de avaliação em Terapia Ocupacional (Castro & Leite, 2021).
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