Caso o teste de Speed resulte positivo, a ação terapêutica d...
Gabarito comentado
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Gabarito: C (certo)
Tema central: Testes especiais do ombro, em especial o Teste de Speed, e sua implicação no diagnóstico fisioterapêutico da tendinopatia/tenossinovite da porção longa do tendão do bíceps.
Por que a alternativa está correta: O Teste de Speed (flexão resistida do ombro com cotovelo estendido e antebraço supinado) é considerado positivo quando há dor localizada no sulco bicipital, sugerindo envolvimento da cabeça longa do bíceps (tendinopatia ou tenossinovite) e, menos especificamente, lesões tipo SLAP. Nessas situações, a conduta inicial recomendada inclui medidas físicas anti-inflamatórias dirigidas ao tendão bicipital, como crioterapia e modulação de carga, associadas a analgesia e fisioterapia direcionada. Diretrizes e revisões (UpToDate; AAOS; Magee – Orthopedic Physical Assessment) sustentam manejo conservador inicial com controle inflamatório local, repouso relativo e reabilitação progressiva.
Raciocínio clínico essencial: No Speed, a tensão aplicada no tendão bicipital reproduz a dor típica da patologia do bíceps. A localização da dor é chave: dor superficial e palpável no sulco bicipital favorece tendinopatia do bíceps; dor mais profunda/intra-articular pode sugerir SLAP. A acurácia isolada do Speed é moderada, por isso deve ser combinado com palpação do sulco, Teste de Yergason e testes de impacto (Neer/Hawkins) para diferenciar causas concomitantes (Hegedus et al., meta-análises).
Conduta prática baseada em diretrizes:
- Fase aguda: repouso relativo, crioterapia, AINEs se indicados, modalidades físicas anti-inflamatórias (por exemplo, ultrassom terapêutico pulsado/laser de baixa intensidade, conforme protocolo e evidência disponível), educação para evitar abdução/flexão resistida.
- Reabilitação: exercícios isométricos progredindo para excêntricos do bíceps, fortalecimento do manguito e estabilizadores escapulares, mobilidade de cápsula posterior.
- Se refratário: considerar injeção na bainha bicipital guiada por imagem; avaliação por imagem (US dinâmico/RM) e, raramente, tenotomia/tenodese (UpToDate, AAOS).
Por que a alternativa “E – errado” não se aplica: Negar a orientação anti-inflamatória local após um Speed positivo contraria o racional clínico: o teste aponta o tendão bicipital como provável fonte de sintomas, e o manejo inicial deve focar exatamente nessa estrutura. Ignorar isso pode perpetuar dor e disfunção.
Pegadinhas de prova e como evitar: lembre-se de que o Speed não é definitivo para SLAP; valorize a dor no sulco bicipital e a reprodução da dor típica do paciente. Compare com o lado contralateral e associe outros testes para elevar a probabilidade diagnóstica.
Referências úteis: UpToDate (Biceps tendinopathy and superior labrum lesions); AAOS OrthoInfo – Biceps Tendon Tendinitis; Magee DJ. Orthopedic Physical Assessment; Hegedus EJ et al., revisões sistemáticas sobre acurácia diagnóstica dos testes do ombro.
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