Nesses termos, a expressão “Diga que tô por aqui” revela que...
Texto 1
Leia o texto e responda as questões 1, 2 e 3:
Bença ( Juliette)
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui
Agora, se foi fácil, foi não
Rapadura é doce, mas não é mole, não
Na estrada a gente pena, a gente sofre
Mas a gente ama
Não me arrependo de nada, não
Porque foi tudo de coração
Na vida a gente colhe o que planta
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui
Mas é que eu venho lá do sertão
O coco é seco demais, irmão
E o preconceito еu só engulo com farinha
Não tenho medo dе escuridão
Eu sou fogueira de São João
Trago no peito a oração de mainha
Bença?
Agora, se foi fácil, foi não
Rapadura é doce, mas não é mole, não
E o preconceito eu só engulo com farinha
Não tenho medo de escuridão
Eu sou fogueira de São João
Trago no peito a oração de mainha
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui
Composição: Dann Costara / Juzé
Nesses termos, a expressão “Diga que tô por aqui” revela que o falante faz uso da linguagem:
Gabarito comentado
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Gabarito comentado – Questão de Interpretação de Texto (Linguagem e variação linguística)
Tema central: A questão avalia sua capacidade de identificar o registro de linguagem empregado em um trecho, trabalhando conhecimento sobre linguagem coloquial e sua diferença em relação aos usos formal, culto e técnico.
Análise da alternativa correta – A) Coloquial:
A expressão “Diga que tô por aqui” apresenta marcas claras da linguagem coloquial (ou informal). Destacam-se:
- Redução de palavras: o uso de “tô” (ao invés de “estou”) é típico da oralidade;
- Sintaxe simples e direta;
- Ausência de preocupação com o rigor gramatical.
Segundo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), linguagem coloquial é aquela utilizada em situações informais, marcada por espontaneidade e desvios aceitáveis da norma-padrão, comuns em falas cotidianas. Celso Cunha & Lindley Cintra também ressaltam que, nesses contextos, abreviações e contrações são naturais.
Exemplo: “Vou ali rapidinho.” (coloquial) x “Estou indo até ali por um instante.” (formal)
Análise das alternativas incorretas:
B) Formal – Exigiria o uso de estruturas gramaticais irrepreensíveis e vocabulário mais elaborado, como “Diga que estou presente”, o que não ocorre aqui.
C) Apelativa – A função apelativa ocorre quando há intenção de influenciar o receptor; não há apelo ou pedido claro nesta frase – trata-se apenas de uma informação.
D) Técnica – A linguagem técnica utiliza termos próprios de áreas específicas, como Educação Física (“propriocepção”, “biomecânica”), o que não está presente neste exemplo.
E) Culta – Muito próxima da formal, requer respeito estrito à gramática padrão e ausência de expressões populares, diferente do que se observa (“tô por aqui” é expressão tipicamente popular).
Dica para concursos: Atenção a marcas da oralidade e redução de palavras! Expressões como “tô”, “tá”, “cê”, “pra” costumam denunciar uso de registro coloquial/informal.
Resumo: A alternativa A é correta, pois o trecho evidencia linguagem coloquial, compatível com situações informais do cotidiano.
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A
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