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Q4269038 Fisioterapia
O conhecimento adequado sobre o desenvolvimento do sistema musculoesquelético (SME) nas fases pré e pós-natal tem por objetivo estabelecer um melhor prognóstico para desenvolvimento motor, alimentação, funcionalidade, acolhimento e aconselhamento familiar, o que se reflete em melhor qualidade de vida para essas crianças. A avaliação fisioterapêutica do SME consiste na associação da história clínica do paciente aos exames físicos, bem como aos exames complementares; no entanto, devido às particularidades do desenvolvimento do SME ao nascimento, tanto a avaliação como o diagnóstico são clínicos. Logo, a respeito do exame físico do recém-nascido realizado pelo fisioterapeuta, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A avaliação da calota craniana do recém-nascido (RN) deve respeitar o alinhamento esquelético postural por meio de inspeção e palpação. Assimetrias cranianas, abaulamentos e afundamentos devem ser pesquisados durante a inspeção, e as suturas e fontanelas devem ser palpadas. As fontanelas consistem nos espaços abertos entre os ossos, permitindo o crescimento cerebral sem a compressão das estruturas, e alterações nesses espaços indicam microcefalia, macrocefalia ou hidrocefalia. A investigação do perímetro cefálico deve ser realizada desde o nascimento até os 2 anos de vida. As medidas do crânio devem ser examinadas com auxílio de fita métrica ou fita antropométrica maleável.
( ) A avaliação do tórax do recém-nascido (RN) deve ser iniciada por meio de inspeção, com o tórax do paciente desnudo e o ambiente bem iluminado. O exame pode ser realizado com o RN dentro da incubadora, com o objetivo de observar a musculatura, o tecido celular subcutâneo, os ossos e as articulações. O tórax típico do RN é circular e com as costelas horizontalizadas devido ao processo de crescimento e desenvolvimento ósseo e muscular. A palpação óssea é importante para verificar se há fraturas. Outro ponto a ser avaliado é o perímetro torácico, passando-se a fita métrica em volta do tórax e sobrepondo a linha mamária – os valores de referência vão de 30 a 33cm. Caso haja abaulamento da caixa torácica, associado a um abdome escavado, existe a possibilidade de hérnia diafragmática, o que pode levar a uma grave insuficiência respiratória.
( ) Na avaliação das extremidades, não devem ser comparados os hemicorpos, verificando posicionamento e mobilidade articular típicos e se existem malformações estruturais. Nessa inspeção, não é possível identificar malformações estruturais ao analisar o formato das mãos, dos dedos e das unhas. Durante a inspeção, também é importante conferir a fusão de dedos nas mãos (polidactilia) ou alterações no número dos dedos (sindactilia), as quais costumam estar associadas à síndromes genéticas.
( ) Na população neonatal, durante a avaliação dos membros inferiores, é importante observar assimetrias, encurtamentos, hipotrofia de um membro em comparação a outro, limitação da amplitude de movimento para abdução e excesso de rotação externa. Para identificação de assimetrias podem ser adotadas técnicas subjetivas, como verificar o posicionamento das pregas subglúteas na face posterior dos membros ou a diferença no tamanho entre os membros a partir do sinal de Galeazzi (o sinal é positivo quando o joelho do lado afetado é mais baixo em razão do deslocamento posterior no quadril displásico). Para confirmar se os sinais condizem com mau posicionamento da articulação coxofemoral, é possível complementar o exame com os testes de Ortolani e Barlow e exames complementares, como ultrassonografia.
( ) O teste de Barlow é realizado com o recém-nascido (RN) calmo e com os quadris e joelhos em flexão de 90 graus, promovendo, então, um movimento de abdução e leve rotação externa das coxas, o teste é positivo quando se verifica a sensação tátil e, em alguns casos, o som de ressalto da passagem da cabeça do fêmur pela parede do acetábulo e, durante a realização da manobra, o quadril contralateral deve estar sempre estabilizado. Já o teste de Ortolani consiste em uma manobra que provoca luxação e torna possível identificar a instabilidade do quadril. A criança é avaliada em decúbito ventral, com quadris a 90 graus e joelhos fletidos, onde o avaliador realiza adução e flexão do quadril, seguidas de leve compressão axial. Quando o resultado é positivo, percebe-se a luxação da articulação como um ressalto à medida que a cabeça do fêmur se desloca do acetábulo.
( ) A avaliação da força muscular em neonatos é realizada por meio da observação dos movimentos passivos. Movimentos compensatórios, alinhamento dinâmico aumentado ou movimentação simétrica podem ser sinais de fraqueza muscular, mas é importante verificar os componentes de dor e do sistema neurológico. Além disso, a análise do tônus muscular em neonatos também é realizada de maneira subjetiva e deve ser conduzida com a avaliação do funcionamento do sistema neurológico. O tônus pode estar aumentado (hipertonia), adequado ou reduzido (hipotônico), sem levar em consideração o período em que se encontra o bebê. O tônus muscular começa a aparecer por volta da 32ª semana de gestação, de início com o tônus extensor dos membros inferiores.   
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