Um equino, macho, 10 anos, foi atendido em clínica oftalmoló...
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Ano: 2026
Banca:
IF-MT
Órgão:
IF-MT
Prova:
IF-MT - 2026 - IF-MT - Professor EBTT - Área: Medicina Veterinária – Clínica Médica e Cirúrgia de Grandes Animais |
Q4282795
Veterinária
Um equino, macho, 10 anos, foi atendido em clínica oftalmológica com queixa de fotofobia severa, lacrimejamento excessivo e blefaroespasmo no olho esquerdo. O proprietário relata que o animal apresentou estes sinais há
48 horas, com progresso rápido. Ao exame oftalmológico, observa-se hiperemia conjuntival, edema de córnea
(ceratite), miose (pupila contraída), presença de fibrina na câmara anterior (hipópion) e possível precipitado ceratoide. A pressão intraocular está reduzida (8 mmHg, referência: 15-25 mmHg). O veterinário suspeita de uveíte
anterior aguda. Considerando os conhecimentos sobre etiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento de uveíte em equinos, analise as seguintes afirmativas:
l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.
Pode-se afirmar que:
l. A uveíte em equinos é uma inflamação do trato uveal, que compreende a íris, o corpo ciliar e a coroide. A forma mais comum em equinos é a uveíte anterior, que se apresenta com sinais clássicos como fotofobia, lacrimejamento, blefaroespasmo, miose e edema de cérnea. A uveíte em equinos pode ser de origem infecciosa (leptospirose, toxoplasmose, tuberculose) ou não infecciosa (trauma, cirurgia oftalmológica prévia, síndrome do olho sensível), sendo a forma idiopática a mais frequente, representando aproximadamente 60-70% dos casos.
II. A redução da pressão intraocular em casos de uveíte anterior aguda ocorre devido à inflamação do corpo ciliar, que reduz a produção de humor aquoso. Este achado é típico de uveíte anterior e diferencia esta de outras condições oftalmológicas, como glaucoma primário, em que a pressão intraocular está elevada. A presença de hipópio (acúmulo de células inflamatórias na câmara anterior) é um sinal de inflamação severa e requer tratamento agressivo para evitar complicações como sinéquia posterior, catarata e perda de visão.
III. O tratamento da uveíte anterior em equinos deve incluir anti-inflamatórios tópicos potentes (como dexametasona ou betametasona), aplicados frequentemente (a cada 2-4 horas), associados a midriáticos (como atropina 1%) para manter a pupila dilatada e prevenir sinéquia. Além disso, anti-inflamatórios sistêmicos (AINEs como fenilbutazona 4 mg/kg a cada 12 horas) são essenciais para controlar a inflamação sistêmica. O uso de corticoides sistêmicos (como dexametasona 0,1 mg/kg a cada 12 horas) pode ser indicado em alguns casos de uveíte, pois estes medicamentos diminuem significativamente a inflamação intraocular.
IV. A uveíte recorrente equina (ERU), também conhecida como oftalmia periódica, é uma forma crônica de uveíte que afeta aproximadamente 5-15% dos equinos. Caracteriza-se por episódios recorrentes de inflamação intraocular, que podem levar à cegueira permanente se não tratados adequadamente. Fatores predisponentes incluem genética, raça (cavalos árabes têm incidência aumentada), possível etiologia infecciosa (leptospirose, Lyme) e possível autoimunidade. O tratamento inclui controle agressivo de cada episódio agudo e possível uso de medicações preventivas como ciclosporina tópica ou sistêmica.
V. A avaliação diagnóstica de uveíte em equinos deve incluir exame oftalmológico completo com lâmpada de fenda, tonometria e possível ultrassonografia ocular para avaliar estruturas posteriores. Testes laboratoriais como sorologia para leptospirose, toxoplasmose e tuberculose devem ser realizados rotineiramente em todos os casos de uveíte, pois identificam a causa em 100% dos casos. Além disso, radiografia de crânio deve ser realizada em todos os casos para descartar osteomielite ou sinusite que possam estar causando a uveíte.
Pode-se afirmar que: