Com base no funcionamento sintático e semântico do período ...

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Q3952339 Português
Não sou igual a você

Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa. Nem sempre pode ser bom, mas sempre trará algum benefício. Crescer com as divergências, poder conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento, ideologias e costumes é um grande desafio para o ser humano.

Saber que ao seu lado tem uma pessoa que pensa diferente de você e faz coisas que você não faz e vive outras realidades que nada tem a ver com a sua desperta emoções inesperadas em qualquer pessoa. Pode ser alegria, raiva, tristeza, amor etc. Não é possível prever como receberemos uma diferente forma de viver.

O que vale a pena quando o seu grupo entra em choque com outro grupo? Brigar, discutir, partir para a agressão − isso é fácil. Difícil mesmo é aceitar a ideia do outro e saber que, assim como você, o outro tem seus costumes, suas crenças e comportamentos e que ele vai defendê-los, assim como você defende os seus. Difícil é viver em paz com o vizinho totalmente diferente de você.

Se todos fossem iguais, a vida seria muito sem graça. Olhar para o lado e não ver nada diferente seria muito ruim. É um desafio para o ser humano conviver pacificamente com as diferentes formas de viver. Será que você consegue?

CASTRO, Kika. Manifesto a favor do direito de divergir. 6 abr. 2013. Disponível em: https://kikacastro.com.br/2013/04/06/manifesto-a-favor-do-direito-de-div ergir/ . Acesso em: 18 fev. 2026. 
Com base no funcionamento sintático e semântico do período "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa", analise a estrutura da oração, a relação entre seus termos e o valor atribuído ao predicado em torno da expressão "é algo estranho", considerando o comportamento verbal e nominal do enunciado, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua é algo estranho para qualquer pessoa", o critério sintático decisivo é a identificação de sujeito oracional reduzido de infinitivo em "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua" e de predicado nominal em "é algo estranho", pois "é" funciona como verbo de ligação e "algo estranho" atribui avaliação ao sujeito; por isso, a leitura linguística regular sustentaria B, mas há incompatibilidade relevante entre essa estrutura e o gabarito oficial A, que deve ser mantido por imposição da base.

Tema central: predicação nominal
Análise das alternativas
A
Certa
Conforme a base, a marcação de A decorre exclusivamente do gabarito oficial informado, não da análise sintática regular do período. A própria base registra conflito objetivo entre o gabarito e o funcionamento do enunciado, porque a descrição de A não corresponde à estrutura efetiva do trecho. Assim, A deve ser assinalada apenas por aderência ao gabarito oficial, com a ressalva expressa de que não se sustenta linguisticamente pela sintaxe do período.
B
Errada
Linguisticamente, esta é a alternativa compatível com o período. Em "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua", há sujeito oracional reduzido de infinitivo; em "é algo estranho", há verbo de ligação e predicativo do sujeito, com valor avaliativo. A base afirma expressamente que esta seria a leitura sintaticamente compatível e que ela só fica como incorreta por imposição do gabarito oficial.
C
Errada
Está errada porque atribui transitividade direta a "é", mas a base afirma que "é" não atua como verbo pleno nem seleciona objeto direto. O segmento "algo estranho" não completa verbalmente o verbo; ele atribui uma avaliação ao sujeito oracional, funcionando como predicativo do sujeito.
D
Errada
Está errada porque a construção não é impessoal. A base identifica sujeito determinado no próprio período: "Topar de cara com realidades e ideologias diferentes da sua". Portanto, não há estrutura sem sujeito, e o verbo "é" não forma enunciado autônomo independente do conteúdo anterior.
Pegadinha da questão
A confusão real está em tratar o infinitivo inicial "Topar" como verbo principal da oração inteira, e não como sujeito oracional, o que leva a falsa leitura de predicação verbal e apaga o valor avaliativo de "algo estranho".
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se o infinitivo inicial exerce função de sujeito da oração principal.
  • Se "ser" apenas ligar o sujeito a uma caracterização ou avaliação, trate-o como verbo de ligação, não como verbo pleno.
  • Não classifique como objeto direto o termo que vem após "ser" sem antes testar se ele funciona como predicativo do sujeito.
  • Quando houver conflito entre análise sintática regular e gabarito oficial, registre mentalmente o critério correto para não repetir o erro em outra questão.

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