O fator de risco mais fortemente associado à sepse neonatal ...

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Q4069519 Medicina
O fator de risco mais fortemente associado à sepse neonatal precoce é o seguinte:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A sepse neonatal precoce decorre principalmente de transmissão vertical intraparto. Entre as alternativas, a febre materna intraparto é o marcador clínico mais fortemente associado à infecção intra-amniótica/corioamnionite, o que a torna o melhor fator de risco para esse desfecho.

Tema central: Sepse neonatal precoce
Análise das alternativas
A
Errada
Menos de 6 consultas de pré-natal indica vulnerabilidade assistencial e risco global pior, mas não é um marcador infeccioso periparto diretamente ligado à transmissão vertical. O erro é trocar um fator inespecífico de contexto por um fator clínico com relação causal imediata com sepse neonatal precoce.
B
Errada
Infecção urinária tratada sem urocultura de controle sugere antecedente materno indireto e possível manejo incompleto, mas não tem a mesma força de associação que um sinal infeccioso atual no intraparto. O vínculo com transmissão vertical imediata é menos forte do que na febre intraparto.
C
Certa
A febre materna intraparto é um marcador maior de infecção intra-amniótica. Esse é o contexto fisiopatológico mais ligado à sepse neonatal precoce, porque aumenta a exposição fetal/neonatal a microrganismos no período periparto. Por isso, é a alternativa com associação mais forte e mais direta com o desfecho.
D
Errada
Dor à mobilização do colo uterino é achado semiológico mais clássico de doença inflamatória pélvica/cervicite em contexto ginecológico. Não é marcador obstétrico principal de infecção intra-amniótica nem fator clássico mais fortemente associado à sepse neonatal precoce.
E
Errada
Prematuridade aumenta susceptibilidade neonatal a infecção, mas aqui o enunciado pede o fator mais fortemente associado à sepse neonatal precoce. Prematuro de 36 semanas sem causa definida representa vulnerabilidade do recém-nascido, enquanto a febre materna intraparto aponta o gatilho infeccioso materno de transmissão vertical, que tem relação mais direta e forte com o desfecho.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre fator de risco inespecífico ou de vulnerabilidade, como pré-natal insuficiente e prematuridade, e o fator infeccioso materno intraparto diretamente implicado na transmissão vertical, que é o que mais pesa na sepse neonatal precoce.
Dica para questões semelhantes
  • Em sepse neonatal precoce, priorize fatores maternos infecciosos do intraparto sobre marcadores gerais de risco.
  • Febre materna intraparto deve ser reconhecida como sinal forte de infecção intra-amniótica/corioamnionite.
  • Diferencie fator causal direto de transmissão vertical de antecedentes indiretos ou vulnerabilidades inespecíficas.
  • Não troque suscetibilidade neonatal, como prematuridade, pelo principal marcador materno infeccioso quando a pergunta pedir a associação mais forte.

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