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Q3508101 Veterinária
De acordo com o princípio dos 3Rs (NC3Rs) e as recomendações da OMS (TRS 987/2012), qual das estratégias a seguir é mais adequada para substituir estudos in vivo de potencial vacinal, sempre que validada?
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Tema central: Substituição de estudos in vivo por métodos alternativos (3Rs: Replacement, Reduction, Refinement) na avaliação de vacinas. As diretrizes da OMS (TRS 987/2012) e o NC3Rs priorizam ensaios validados que mensurem respostas imunes específicas e funcionais, capazes de predizer proteção clínica, reduzindo o uso de animais.

Alternativa correta: CAvaliar a resposta humoral específica com ensaios funcionais de anticorpos neutralizantes.

Justificativa: Ensaios como PRNT (teste de redução de placas), microneutralização e pseudovírus quantificam a capacidade dos anticorpos de impedir a infecção celular pelo patógeno. São considerados correlatos de proteção para várias vacinas (ex.: influenza, raiva, SARS‑CoV‑2), reconhecidos pela OMS TRS 987/2012 para apoiar decisões não clínicas e, quando validados, podem substituir parte dos estudos in vivo. Estão alinhados ao princípio do Replacement dos 3Rs e às boas práticas de avaliação imunológica (vide OMS TRS e revisões em UpToDate/Harrison’s sobre correlatos de proteção).

Análise das incorretas

  • AMediadores inflamatórios inespecíficos: marcadores como IL‑6/TNF podem refletir inflamação geral, mas não predizem proteção vacinal. São variáveis, contextodependentes e não validados como substitutos funcionais. Não atendem ao foco de especificidade antigênica.
  • BAtivação mitocondrial em células-tronco: não guarda relação direta com mecanismos de proteção imune. É um end-point não imunológico, sem reconhecimento regulatório como correlato de eficácia.
  • DEstabilidade térmica: é parâmetro de qualidade/armazenamento (estudos de estabilidade), não de imunogenicidade protetora. A OMS recomenda para controle de qualidade, não para substituir in vivo.
  • EViscosidade do adjuvante: avalia propriedade físico-química do veículo, útil em controle de formulação, mas não mede resposta imune nem proteção funcional.

Estratégia de prova: Procure palavras-chave como “específica” e “funcional” (indicam correlato válido). Desconfie de marcadores inespecíficos ou de propriedades físico-químicas da formulação: eles servem para qualidade, não para eficácia imunológica. Atenção à expressão “sempre que validada”, ponto central nas diretrizes OMS/NC3Rs.

Referências essenciais: OMS TRS 987/2012 (avaliação não clínica de vacinas; uso de ensaios in vitro funcionais); NC3Rs (Princípios dos 3Rs); revisões sobre correlatos de proteção em UpToDate e Harrison’s.

Gabarito: C

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