Durante a avaliação pré-clínica da eficácia de um imunobioló...
Gabarito comentado
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Tema central: Avaliação pré-clínica de eficácia antitumoral em modelo murino xenotransplantado. Nesses estudos, o desfecho primário deve refletir diretamente o impacto do fármaco sobre o tumor humano enxertado.
Gabarito: A — Redução progressiva do volume tumoral ao longo do tempo.
Justificativa da correta: Em xenoinjertos, o padrão-ouro de eficácia é a inibição do crescimento tumoral, mensurada por volume tumoral seriado (paquímetro) e expressa como TGI (Tumor Growth Inhibition), área sob a curva ou tempo para atingir tamanho predefinido. Esse desfecho é direto, quantitativo e específico do efeito antineoplásico do imunobiológico. Diretrizes e referências-chave (ICH S9/EMA-FDA para fármacos oncológicos, Workman et al., Br J Cancer 2010; NCI PDX guidelines; Goodman & Gilman) descrevem o volume tumoral como desfecho primário típico em triagem de eficácia.
Análise das incorretas:
B – Taxa de apoptose em células esplênicas não tumorais: reflete toxicidade/off-target ou imunomodulação sistêmica, não eficácia tumoral. Pode ser um desfecho exploratório de segurança/farmacodinâmica, mas não primário de eficácia.
C – Proteínas de fase aguda plasmáticas: biomarcadores inespecíficos de inflamação (ex.: PCR, SAA), influenciados por infecção, estresse e carga tumoral. Servem como suporte/PD, não medem diretamente a resposta do tumor.
D – Comportamento locomotor espontâneo: indicador de bem-estar/dor e toxicidade. Útil para monitorar segurança e critérios humanitários, porém não quantifica efeito antitumoral.
E – Peso do baço após 30 dias: pode variar por imunoativação, esplenomegalia reacional ou hematopoese extramedular; é desfecho confusor e não específico de eficácia sobre o enxerto tumoral.
Estratégia de prova: Ao ler “eficácia”, “modelo xenotransplantado” e “desfecho primário”, priorize um indicador direto, específico e quantificável do tumor (volume, TGI, tempo para progressão). Biomarcadores sistêmicos, alterações comportamentais ou medidas em tecidos não tumorais costumam ser secundários ou de segurança.
Referências úteis: ICH S9 (Nonclinical Evaluation for Anticancer Pharmaceuticals); Workman P. et al. Guidelines for the welfare and use of animals in cancer research, Br J Cancer 2010; NCI/PDX model guidance; Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics.
Conclusão: O melhor indicador primário de eficácia antitumoral em xenoinjertos é a redução/inibição do crescimento do volume tumoral ao longo do tempo (Alternativa A).
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