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Q3915803 Português
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O lilás é uma cor que parece carregar, ao mesmo tempo, delicadeza e estranhamento: não grita como o vermelho, não se impõe como o preto, mas chama atenção por um tipo de presença silenciosa. Por isso, costuma marcar objetos e cenas que querem sugerir transição, sonho, imaginação ou cuidado. Em muitos contextos visuais, o lilás aparece como ponte entre o azul e o rosa, criando uma sensação de suspensão, como se a imagem estivesse entre a realidade e a lembrança.

Na natureza, o lilás se destaca em flores e paisagens que viram referência afetiva: lavandas, lilases, hortênsias e campos que, quando vistos em conjunto, produzem uma impressão quase cinematográfica. Essa cor também surge em crepúsculos e reflexos do céu, quando a luz muda de forma rápida e o olhar percebe nuances que parecem raras. Não é à toa que o lilás, em narrativas e descrições, frequentemente acompanha momentos de pausa, contemplação e mudança de ciclo.

No campo cultural, o lilás aparece como símbolo em diferentes movimentos e tradições, assumindo significados ligados à memória, à dignidade e à afirmação identitária. É uma cor recorrente em campanhas e manifestações públicas, em detalhes de vestuário e em elementos de design que buscam comunicar valores sem depender de frases longas. Ao mesmo tempo, o lilás foi incorporado pela moda, pela estética pop e pela linguagem digital, tornando-se marca de estilos que transitam entre o retrô e o futurista. 

Também há coisas marcantes de cor lilás no cotidiano: embalagens de produtos de cuidado pessoal, cadernos, canetas, capas, luzes decorativas, ambientes com iluminação suave e objetos que procuram transmitir calma. Em muitos espaços, o lilás é usado para diminuir a sensação de rigidez e tornar o ambiente mais acolhedor, como se a cor tivesse uma função de “amortecer” o mundo. Assim, o lilás permanece como um recurso expressivo que, mesmo discreto, consegue fixar lembranças e dar identidade a cenas e objetos.
A palavra "lilás", repetida diversas vezes no texto, recebe acento gráfico agudo. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, a regra que justifica essa acentuação é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A palavra "lilás" é oxítona, com tonicidade na última sílaba (li-lás), e termina graficamente em "as"; por isso, aplica-se a regra de acentuação das oxítonas terminadas em "a", "e", "o", seguidas ou não de "s", o que confirma a alternativa A.

Tema central: Acentuação de oxítonas
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a acentuação de "lilás" se explica pela combinação de dois dados objetivos: a palavra é oxítona, pois a sílaba tônica é a última, e sua terminação gráfica é "as". Isso a enquadra exatamente na regra das oxítonas terminadas em "a(s)".
B
Errada
Está errada porque "lilás" não é paroxítona: a sílaba tônica não é a penúltima, mas a última. Também não há terminação em ditongo; a terminação relevante é "as". Portanto, a alternativa descreve uma regra que não se aplica à palavra dada.
C
Errada
Está errada porque "lilás" tem duas sílabas, li-lás. Uma proparoxítona exige no mínimo três sílabas, com tonicidade na antepenúltima. Há incompatibilidade direta entre a estrutura silábica da palavra e a classificação proposta.
D
Errada
Está errada porque "lilás" não é monossílabo tônico. A palavra possui duas sílabas, li-lás, e por isso não pode ser enquadrada na regra de acentuação dos monossílabos tônicos.
Pegadinha da questão
A confusão real está em tomar uma palavra dissílaba acentuada como paroxítona sem identificar corretamente a sílaba tônica. Em "lilás", a sílaba forte é a última, e o "s" final não muda o enquadramento da terminação "as" na regra das oxítonas.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro determine a sílaba tônica; sem isso, a regra de acentuação pode ser aplicada à classe errada.
  • Depois observe a terminação gráfica relevante da palavra; em oxítonas, o "s" final pode manter o enquadramento em "a(s)", "e(s)", "o(s)".
  • Não confunda número de sílabas com posição da tonicidade: ser dissílaba não torna a palavra paroxítona.
  • A repetição da palavra no texto não interfere na regra ortográfica; o que decide é a forma da palavra.

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