Com relação às tecnologias ou estratégias para o controle d...
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O ponto decisivo foi o protocolo do Ministério da Saúde que oficializa/implementa as Estações Disseminadoras de Larvicidas como estratégia nacional/complementar de controle do Aedes em áreas estratificadas de risco. Como o enunciado pede a ação prioritária em áreas vulneráveis, esse vínculo direto leva à alternativa C.
- Quando a questão pedir ação prioritária, procure a medida com respaldo oficial direto para aquele contexto, e não a mais conhecida ou mais impactante.
- Diferencie controle do vetor de prevenção da doença: vacinação não substitui estratégia de controle do Aedes.
- Aplicação espacial de inseticida, em regra, deve ser lida como medida específica/emergencial, não como prioridade geral de rotina.
- Se o enunciado mencionar áreas vulneráveis ou de risco, valorize a tecnologia expressamente vinculada a áreas estratificadas de risco nos protocolos.
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As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia desenvolvida e validada no Brasil pela Fiocruz, constituem uma estratégia altamente eficaz e prioritária para o controle do Aedes aegypti, especialmente em áreas vulneráveis e de difícil acesso (como favelas, vilas e aglomerados subnormalizados).
Como funcionam as EDLs?
Consistem em recipientes simples de plástico contendo água coberta por um tecido impregnado com larvicida em pó (geralmente Piriproxifeno).
As fêmeas do mosquito são atraídas pela água do recipiente para fazer a postura (oviposição).
Ao pousar na estação, as partículas do larvicida aderem às pernas e ao corpo da fêmea.
Quando a fêmea voa e visita outros criadouros (inclusive recipientes inacessíveis e ocultos nas áreas vulneráveis), ela transporta e dissemina o larvicida, matando as larvas nesses locais.
Análise das Alternativas
A) Aplicação aérea de fumacê com Malathion — INCORRETA.
Erro: A aplicação aérea/aeroespacial de inseticidas contra o Aedes aegypti não é uma prática padrão no Brasil e enfrenta restrições éticas, ambientais e regulatórias. Além disso, o Malathion (inseticida ultrabaixo volume - UBV) foca apenas na fase adulta e tem seu uso restrito a emergências epidêmicas pelo risco de seleção de mosquitos resistentes.
B) Liberação de mosquitos geneticamente modificados — INCORRETA.
Erro: Trata-se de uma tecnologia complementar inovadora, mas possui custo elevado, logística complexa e alcance pontual, o que inviabiliza sua utilização como ação prioritária e de ampla cobertura em áreas vulneráveis de baixa renda.
C) Estações disseminadoras de larvicida — CORRETA.
Explicação: Tecnologia de baixo custo, fácil manutenção e alta eficiência para áreas vulneráveis, onde os agentes de saúde encontram barreiras físicas ou de segurança para inspecionar todos os criadouros. O próprio mosquito vetor faz o trabalho de levar o larvicida até os focos não detectados.
D) Vacinação em massa da população — INCORRETA.
Erro: A vacinação é uma medida de imunização humana contra a doença (dengue/febre amarela), não uma tecnologia de controle do vetor (Aedes aegypti). Além disso, no caso da dengue, a oferta de vacinas ainda é restrita a faixas etárias específicas devido à limitação de doses.
Resumo para Revisão Rápida (Caderno de Erros)
Tecnologia EDL (Fiocruz):
Princípio: "Autodisseminação" de larvicida (Piriproxifeno) pelas próprias fêmeas do mosquito.
Insumo: Pote com água + tecido impregnado com larvicida.
Indicação principal: Áreas urbanas de alta densidade populacional, com acúmulo de lixo ou de difícil acesso para a vigilância tradicional (áreas vulneráveis).
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