Segundo o Manual de toxicologia clínica (Olson, 2012), assi...
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Tema central: identificação de marcadores laboratoriais de toxicidade hepática. Em toxicologia clínica, enzimas hepáticas indicam lesão de hepatócitos; entre elas, a alanina aminotransferase (ALT) é a mais específica para injúria hepatocelular.
Alternativa correta: D — Alanina aminotransferase (ALT)
A ALT é uma enzima citosólica dos hepatócitos. Sua elevação indica dano de membrana/necrose hepatocelular, sendo mais sensível e específica que a AST para lesão hepática (hepatocelular) em intoxicações por fármacos (ex.: paracetamol). Em toxicologia, aumentos de ALT frequentemente precedem outros marcadores e ajudam a monitorar gravidade e evolução. Diretrizes de DILI e referências como Olson (Manual de Toxicologia Clínica, 2012), UpToDate e Harrison destacam ALT como marcador-chave; a combinação ALT/AST com bilirrubina e INR define gravidade (ex.: Lei de Hy: ALT/AST >3x LSN + bilirrubina >2x LSN sugere pior prognóstico).
Estratégia de prova: associe órgãos-alvo aos marcadores: ALT/AST → fígado (hepatocelular), FA/GGT → colestase, creatinina → rim, troponina → coração. Quando a pergunta citar “toxicidade hepática”, pense em ALT como primeira escolha.
Análise das alternativas incorretas
A — Creatinina: marcador de função renal (taxa de filtração glomerular). Útil em nefrotoxicidade, não em hepatotoxicidade. Pode alterar-se secundariamente em falência hepatorrenal, mas não é marcador de lesão hepática.
B — Troponina I: proteína contrátil cardíaca. Alta especificidade para injúria miocárdica (IAM, miocardite). Não reflete dano hepático.
C — Hemoglobina: avalia capacidade de transporte de oxigênio e quadros hematológicos (anemia, hemólise). Não é marcador de toxicidade hepática.
E — Interleucina-10: citocina anti-inflamatória. Pode variar em pesquisas sobre inflamação sistêmica, mas não é marcador padronizado ou específico para monitorar hepatotoxicidade em prática clínica, segundo manuais como Olson (2012) e revisões do UpToDate/Harrison. Baixa especificidade e utilidade operacional em toxicologia clínica.
Dica clínica: ALT muito elevada (>1000 U/L) sugere necrose hepatocelular aguda, comum em intoxicação por paracetamol. Lembre-se: ALT indica lesão, enquanto bilirrubina e INR refletem função hepática e prognóstico.
Referências essenciais: Olson KR. Manual de Toxicologia Clínica (2012); UpToDate – Drug-induced liver injury; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Doenças hepatobiliares.
Gabarito: D
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Creatinina . Rins
Troponina. IAM
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