Uma paciente de 60 anos de idade, com histórico de diabetes
mellitus, obesidade, cirrose compensada por esteatose
hepática não alcoólica, teve osteomielite diagnosticada há
quatro semanas, e foi submetida à amputação transtibial, em
uso de linezolina desde então. Durante a internação, evoluiu
com dor abdominal e hematêmese, com necessidade de
sonda nasogástrica aberta. Realizou exames laboratoriais
com os seguintes resultados: pH = 7.34, HCO3- 19 mmol/L,
PCO2 =20 mmHg, PO2 = 110 mmHg; BE -10; Na = 131
mmol/L; K = 5,5 mmol/L; Cl = 90 mmol/L; creatinina = 1,3
mg/dL, Ca = 7,9 mg/dL; albumina = 3,6 mg/dL; glicose =
160 mg/dL, ureia = 100 mg/dL, osmolaridade sérica = 287
MOsmol/kg; negava dor torácica, dispneia ou sintomas
urinários. Ela também negou o uso de medicamentos além
dos prescritos, que são AAS 81 mg/dia, furosemida 40
mg/dia, insulina NPH 20ui/dia. A paciente está desidratada,
sem edema periférico, com PA = 100 mmHg x 50 mmHg.
FC = 72, bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 98% em ar ambiente.
Seu abdome estava distendido com leve sensibilidade
epigástrica à palpação. SNG aberta: 300 mL secreção escura.
O exame neurológico foi positivo para asterixis. EAS normal
e as hemoculturas foram negativas. A tomografia
computadorizada de abdome demonstrou ascite moderada e
sugeriu cirrose. A radiografia de tórax não revelou processo
cardiopulmonar agudo. Qual é o diagnóstico gasométrico
desse paciente?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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