São terapias adjuvantes no tratamento da papilomatose laríng...

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Q3368106 Medicina
São terapias adjuvantes no tratamento da papilomatose laríngea recorrente, exceto
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Alternativa correta: C — Propranolol

Tema central: Papilomatose laríngea recorrente (PLR) é causada principalmente pelos HPV 6/11, gerando lesões exofíticas na laringe com disfonia, estridor e risco de obstrução. O tratamento é cirúrgico (microdebridador/laser), e usa-se terapia adjuvante quando há recidivas frequentes, rápida progressão ou acometimento distal (traqueia/pulmões).

Por que a alternativa C é a correta? O propranolol é beta-bloqueador indicado para hemangiomas infantis, com efeito antiangiogênico indireto. Entretanto, não há evidência consistente de benefício na PLR, apenas relatos isolados. Não é recomendado como adjuvante por diretrizes e revisões atuais (UpToDate; Cummings Otolaryngology; RRP Task Force).

Análise das alternativas incorretas (adjuvantes válidos):

A) Cidofovir: análogo nucleotídico que inibe a DNA-polimerase viral. Uso intralesional após debulking pode prolongar o intervalo entre cirurgias e reduzir o volume tumoral. É off-label; vigiar efeitos (displasia relatada, porém grandes séries não mostraram aumento claro de malignização quando usado criteriosamente). Referências: UpToDate; RRP Task Force.

B) Vacina contra HPV: embora não remova lesões existentes, como adjuvante tem mostrado redução de recidivas e de número de procedimentos, especialmente com vacinas quadrivalente/9-valente, além de prevenção primária. Recomendada por sociedades e órgãos de saúde (CDC/OMS; UpToDate; Cummings).

D) Bevacizumabe: anticorpo anti-VEGF. O uso intralesional (geralmente associado a KTP/PDL) reduz vascularização e recidiva; em casos graves com acometimento pulmonar, pode-se considerar via sistêmica em centros especializados. Evidência crescente e recomendações do RRP Task Force.

Fisiopatologia e diagnóstico em prova: HPV 6/11 induz proliferação epitelial verrucosa. Laringoscopia mostra lesões múltiplas, pediculadas, com superfície verrucosa. Exame histopatológico confirma papiloma escamoso. Atenção à história de cirurgias repetidas.

Conduta de referência: cirurgia conservadora seriada (microdebridador/laser) + adjuvante quando necessidade de ≥4 cirurgias/ano, rápida recidiva ou extensão subglótica/traqueal. Opções adjuvantes com melhor evidência: cidofovir intralesional, bevacizumabe, vacina HPV. Interferon-α e outras (indole-3-carbinol, celecoxibe, terapia fotodinâmica) têm uso seletivo.

Pegadinha de prova: confundir propranolol (hemangioma) com terapêutica da papilomatose (HPV). Estratégia: associe “hemangioma → propranolol”; “papilomatose por HPV → cidofovir, anti-VEGF, vacina”.

Fontes sugeridas: UpToDate – Recurrent respiratory papillomatosis; Cummings Otolaryngology; International RRP Task Force; CDC/OMS sobre vacinação HPV.

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