Estenose subglotica congênita

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Q3368104 Medicina
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Tema central: Estenose subglótica congênita (ESGC) é o estreitamento da via aérea logo abaixo das pregas vocais presente ao nascimento, causando obstrução fixa. Clinicamente, obstruções subglóticas geram estridor bifásico (inspiratório e expiratório), pior com choro/agitação.

Alternativa correta — B: ESGC cursa com estridor bifásico. O raciocínio: obstruções supraglóticas tendem a estridor inspiratório (ex.: laringomalácia); intratorácicas, expiratório; subglóticas/glóticas, bifásico por fluxo turbulento em ambos os ciclos. Referências: UpToDate (Subglottic stenosis in infants and children), Cummings Otolaryngology.

Por que as demais estão incorretas?

A) A etiologia clássica envolve recanalização incompleta do lúmen laríngeo durante a organogênese, porém isso ocorre por volta da 10ª semana de gestação (fim do 1º trimestre), e não no 5º mês. Além disso, o termo correto é recanalização do lúmen laríngeo, não “tubo laringotraqueal”. (Cummings; Bluestone; Embriologia clínica)

C) Falso afirmar ausência de associação sindrômica. ESGC pode estar ligada a síndromes genéticas como Trissomia 21 (subglote menor), 22q11.2, CHARGE, entre outras; e a malformações laríngeas combinadas. (UpToDate; Cummings)

D) No espectro congênito, existem dois tipos: membranoso (espessamento fibro-mucoso) e cartilaginoso (cricóide espessado/oval). A literatura clássica descreve o membranoso como mais frequente, enquanto o cartilaginoso tende a ser menos comum porém mais severo. Portanto, dizer que o cartilaginoso é o mais comum está incorreto. (Bluestone; Monnier; UpToDate)

Diagnóstico (resumo útil para prova):

- Quadro desde o nascimento ou primeiras semanas, com estridor bifásico, tiragem, piora em viroses.

- Confirmação por laringoscopia/broncoscopia rígida sob anestesia, mensurando grau de obstrução (classificação de Cotton-Myer I–IV). TC pode auxiliar em planejamentos.

Tratamento (conduta de prova):

- Leve (graus I–II): observação, controle de refluxo, esteroide inalatório, dilatações endoscópicas/laser conforme caso.

- Moderado–grave (III–IV): reconstrução laringotraqueal ou ressecção cricotraqueal; traqueostomia quando necessário. (Diretrizes e revisões: AAO-HNS, UpToDate, Cummings)

Pegadinhas e estratégias:

- Associe local da obstrução ao tipo de estridor: supraglote (inspiratório), subglote/glote (bifásico), intratorácico (expiratório).

- Embriologia: recanalização laríngea ≈ 10ª semana; datas tardias como “5º mês” costumam estar erradas.

- Lembre das associações sindrômicas (Down/22q11) e que o tipo cartilaginoso é tipicamente mais grave, não mais comum.

Referências rápidas: UpToDate: Subglottic stenosis in infants and children; Cummings Otolaryngology: Head & Neck Surgery; Bluestone and Stool’s Pediatric Otolaryngology; Monnier P. Pediatric Airway Surgery.

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