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Q2201558 Medicina
Primigesta de 32 anos de idade, com 36 semanas de gestação, vem ao plantão obstétrico referindo cefaleia, escotomas e mal-estar. Nega contrações e perdas vaginais. Ao exame: pressão arterial de 180/110mmHg; altura uterina de 32cm; 140 batimentos cardiofetais; e edema pronunciado em face e membros inferiores. Realizada a relação proteinúria/creatininúria em amostra, o resultado foi 0,8. Considerando-se o caso, qual a conduta mais adequada?
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Tema central: Pré-eclâmpsia grave na gestação. Trata-se de uma emergência obstétrica potencialmente fatal para mãe e feto, caracterizada por hipertensão arterial severa (≥160/110 mmHg), proteinúria significativa e sintomas como cefaleia, escotomas e edema importante.

Análise do quadro clínico:
Paciente gestante, 36 semanas, PA 180/110 mmHg, sintomas neurológicos (cefaleia, escotomas), edema importante, proteinúria elevada. Diagnóstico: Pré-eclâmpsia grave.

Justificativa para a alternativa correta (A):
A alternativa mais adequada exige intervenções imediatas:

  • Sulfato de magnésio: indicado para prevenção e tratamento de eclampsia, conforme Ministério da Saúde (Protocolo de 2022, p. 43): “A profilaxia deve ser iniciada à identificação de formas graves.”
  • Nifedipina: anti-hipertensivo de escolha, seguro para gestante, recomendado por SBH (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, 2022).
  • Avaliação da vitalidade fetal e rastreamento da síndrome HELLP são medidas essenciais antes da decisão obstétrica.

Interromper a gestação pode ser necessário, porém, somente após a estabilização materna e avaliação fetal/laboratorial.

Alternativas incorretas:

  • B: O uso de corticoide é reservado para maturação pulmonar fetal (indicado apenas até 34 semanas e sem sinais de parto iminente).
  • C: Propõe interrupção imediata sem estabilização prévia e omite avaliação laboratorial e fetal. Jamais interromper sem avaliar complicações.
  • D: Não inclui sulfato de magnésio, o que é contraindicado em casos graves, já que este é imprescindível para prevenir convulsão.

Pegadinha da questão: Atenção para o uso dos medicamentos: sempre priorize a associação de sulfato de magnésio e anti-hipertensivo, e nunca esqueça avaliação fetal e rastreio para complicações maternas.

Resumo prático: A estabilização materna precede qualquer interrupção e envolve: sulfato de magnésio, controle da PA, avaliação fetal e rastreamento de HELLP (Ministério da Saúde, PCDT 2022).

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A paciente em questão apresenta sinais de pré-eclâmpsia grave, que são hipertensão arterial (pressão arterial de 180/110mmHg), proteinúria (relação proteinúria/creatininúria de 0,8), edema pronunciado na face e membros inferiores, e sintomas neurológicos como cefaleia e escotomas. A conduta clínica adequada, de acordo com as diretrizes, é administrar sulfato de magnésio para prevenir convulsões eclâmpticas, nifedipina para controlar a hipertensão e avaliar a vitalidade fetal, uma vez que a pré-eclâmpsia pode afetar a perfusão placentária. Além disso, é importante rastrear a síndrome HELLP (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, and Low Platelet count), que é uma complicação séria da pré-eclâmpsia, antes de interromper a gestação. Portanto, a alternativa A é a resposta correta.

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