A epidemiologia permeia o cotidiano dos profissionais de saú...

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Q4110751 Saúde Pública

A epidemiologia permeia o cotidiano dos profissionais de saúde, uma vez que a ocorrência de doenças norteia a elaboração de políticas públicas que visam à promoção da saúde da população. Nesse sentido, termos utilizados para a caracterização de cenários epidemiológicos estão presentes na prática do enfermeiro. Sobre esses termos, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.



( ) A presença habitual de uma doença em uma determinada área geográfica, por um período de tempo ilimitado, é chamada de pandemia.


( ) A ocorrência de casos relacionados entre si, em uma pequena e delimitada área geográfica, é denominada surto.


( ) Epidemia é a ocorrência de uma doença em uma comunidade ou região, derivada de uma fonte comum de propagação e que excede a expectativa normal.


( ) Para confirmar a existência de uma epidemia ou surto, é imprescindível conhecer a frequência habitual de casos no lugar e período, considerando fonte de infecção, transmissibilidade, agente etiológico e período de exposição.


( ) A gripe espanhola levou a morte de 30 a 50 milhões de pessoas no mundo, em 1918, tendo sido principalmente disseminada a nível global devido à movimentação das tropas durante a Primeira Guerra Mundial.



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A primeira assertiva é falsa porque presença habitual caracteriza endemia; considerando verdadeira a quinta na leitura histórica adotada, a combinação identifica apenas E.

Tema central: Classificação de cenários epidemiológicos
Análise das alternativas
A
Errada
Marca como falsas a segunda e a terceira, embora a descrição localizada corresponda ao enquadramento de surto e o excesso sobre a frequência esperada sustente a classificação de epidemia. Também considera falsa a quinta, aceita como verdadeira pelo núcleo histórico da mortalidade e da disseminação associada aos deslocamentos militares, com as ressalvas registradas.
B
Errada
Marca a primeira como verdadeira, mas presença habitual de doença em área determinada define endemia, não pandemia. Também marca a quarta como falsa, contrariando o procedimento de confirmar o excesso de casos por comparação com a frequência habitual na mesma população, lugar e período.
C
Errada
Acerta as quatro primeiras posições, mas marca a quinta como falsa. Na leitura adotada pelo gabarito, ela é verdadeira por reconhecer a mortalidade em grande escala e a participação dos deslocamentos militares na disseminação da gripe espanhola. Isso não equivale a comprovar integralmente a faixa numérica, a concentração dos óbitos em 1918 ou a predominância quantitativa dessa via de disseminação.
D
Errada
Marca a primeira como verdadeira, confundindo endemia com pandemia. Também considera falsas a segunda, a terceira e a quarta, embora elas tragam, respectivamente, o enquadramento localizado de surto, o excesso sobre o esperado como critério de epidemia e a comparação com a frequência habitual para confirmar esse excesso.
E
Certa
A alternativa E corresponde à sequência F–V–V–V–V. A primeira assertiva descreve endemia, não pandemia. A segunda é verdadeira porque casos relacionados em área restrita correspondem ao enquadramento de surto pretendido. A terceira é aceita porque o critério central de epidemia é a ocorrência acima do esperado em determinada população, lugar e período; a expressão 'fonte comum de propagação' não deve ser tomada como requisito universal. A quarta é verdadeira porque confirmar o excesso exige comparar os casos observados com a frequência habitual, sem pressupor que todos os fatores da investigação já estejam esclarecidos. A quinta é aceita pelo núcleo histórico: elevada mortalidade da gripe espanhola e participação dos deslocamentos militares na disseminação. Essa aceitação exige ressalvas: a OPAS apresenta estimativa de 21 a 50 milhões de mortes, e não exatamente 30 a 50 milhões; 'em 1918' identifica historicamente a pandemia, não restringe todos os óbitos àquele ano. A base também documenta a importância dos deslocamentos militares, mas não demonstra quantitativamente o termo 'principalmente'.
Pegadinha da questão
A primeira assertiva troca endemia por pandemia. Além disso, C e E diferem apenas na quinta assertiva, cuja aceitação depende da leitura histórica adotada pelo gabarito, sem tratar sua redação como inteiramente precisa. Na terceira, a menção a 'fonte comum' não pode ser transformada em exigência para toda epidemia.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique a presença habitual em área determinada como endemia e o excesso sobre a frequência esperada como critério central de epidemia.
  • Para confirmar epidemia ou surto, compare os casos observados com a frequência habitual na mesma população, lugar e período; não exija o esclarecimento prévio de todos os fatores investigativos.
  • Não transforme a expressão 'fonte comum' em condição necessária para toda epidemia.
  • Em afirmações históricas sobre mortalidade, diferencie estimativas de contagens exatas e a identificação do ano da pandemia da delimitação temporal de todos os óbitos.

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