Qual a forma clínica mais comum entre as VPPBs?
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Tema central: Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem periférica. Ocorre pela deslocação de otocônias do utrículo para um canal semicircular, gerando estímulo anormal com movimentos da cabeça. Há dois mecanismos: canalitíase (cristais livres no canal) e cupulotitíase (cristais aderidos à cúpula).
Gabarito (justificativa): D — Canalitíase de canal semicircular posterior. É a forma disparadamente mais frequente da VPPB (≈70–90%). A anatomia favorece o depósito de otocônias no canal posterior quando estamos deitados e com a cabeça em extensão. Clinicamente, causa vertigem breve (segundos), com latência e fadigabilidade, desencadeada por mudanças posturais. No teste de Dix-Hallpike, surge nistagmo torsional-para cima em direção à orelha testada. É a forma “clássica” em provas e na prática. Diretrizes da AAO-HNS e revisões do UpToDate corroboram essa prevalência e os achados típicos.
Por que as demais estão incorretas?
A) Cupulotitíase do canal lateral: o canal lateral responde por ~10–20% dos casos e a cupulotitíase é ainda menos comum. Cursa com nistagmo horizontal persistente (geralmente apogeotrópico) no teste de rolagem supina (Pagnini-McClure). Não é a forma mais frequente.
B) Canalitíase do canal anterior: rara (<5%). O nistagmo tende a ser vertical para baixo com componente torsional, diagnóstico mais difícil e que exige cautela para não confundir com causas centrais (p. ex., lesões cerebelares). Não é a apresentação típica.
C) Cupulotitíase do canal posterior: menos prevalente que a canalitíase. Produz nistagmo mais imediato e persistente na Dix-Hallpike, com resposta menos fatigável e, por vezes, mais refratária. Também não é a forma mais comum.
Diagnóstico-prático: Avaliar com Dix-Hallpike (canal posterior/anterior) e rolagem supina (canal lateral). Valorize nistagmo posicional, com latência e fatigabilidade para canalitíase do canal posterior.
Tratamento de escolha: Manobra de Epley (ou Semont) para canal posterior. Para canal lateral, usar Barbecue/Lempert ou Gufoni. Evitar supressão vestibular crônica; medicações só para crises intensas e breves.
Pegadinha de prova: “Forma mais comum” une canal + mecanismo: memorize canalitíase do canal posterior.
Referências essenciais: AAO-HNS Clinical Practice Guideline: BPPV (2017, update); UpToDate: Benign paroxysmal positional vertigo; Baloh & Honrubia, Clinical Neurophysiology of the Vestibular System.
Resposta correta: D.
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