Uma gestante contraiu rubéola na 6ª semana de gravidez. Com...

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Q3507537 Enfermagem
Uma gestante contraiu rubéola na 6ª semana de gravidez. Com base no conhecimento embriológico, é CORRETO afirmar que o Enfermeiro deve reconhecer que o risco maior associado a essa infecção neste momento é:
Alternativas

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Alternativa correta: B - Defeitos congênitos graves, especialmente cardíacos, oculares e auditivos.

Tema central da questão: A questão aborda os riscos da infecção por rubéola na gestação, com ênfase na fase embrionária, momento de alta vulnerabilidade para o embrião.

Resumo teórico: A rubéola é uma doença viral infecciosa. Em gestantes, a infecção, principalmente no 1º trimestre (até a 12ª semana), pode causar a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). Nessa fase, há intensa organogênese—os principais órgãos do feto estão se formando.

Segundo o Ministério da Saúde e a OMS, a infecção materna precoce pode provocar malformações congênitas graves, sendo mais frequentes problemas cardíacos (como persistência do canal arterial), oculares (catarata, glaucoma), e auditivos (surdez).

Justificativa da alternativa correta: A alternativa B está correta porque reflete o maior risco da infecção por rubéola na 6ª semana gestacional: o desenvolvimento de defeitos congênitos graves, especialmente nos sistemas cardíaco, ocular e auditivo. Isso ocorre devido à vulnerabilidade do embrião durante a organogênese.

Análise das alternativas incorretas:

A - Parto prematuro devido à resposta inflamatória intrauterina: Embora a infecção possa, raramente, estar relacionada a parto prematuro, esse não é o principal risco na fase inicial da gestação. O maior perigo é para a formação dos órgãos do feto.

C - Desenvolvimento precoce de insuficiência placentária: Não é a complicação mais associada à rubéola. A doença afeta principalmente o embrião e não diretamente a função placentária.

D - Malformações genéticas por mutações cromossômicas espontâneas: A rubéola não causa mutações cromossômicas. Seus efeitos são teratogênicos (malformações estruturais), e não genéticos.

Estrategias de interpretação: Procure sempre identificar o período gestacional citado e relacione-o com os principais riscos das doenças infecciosas. Fique atento quando a alternativa traz termos como “genético” ou “mutação”, pois geralmente infecções trazem consequências teratogênicas, não genéticas.

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