Os testes não treponêmicos para sífilis tornam-se reagentes...

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Q3036417 Medicina
Os testes não treponêmicos para sífilis tornam-se reagentes cerca de uma a três semanas após o aparecimento do cancro duro.
Sobre testes não treponêmicos para sífilis, assinale a alternativa correta.
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Tema central: testes não treponêmicos (VDRL/RPR) na sífilis. Esses exames detectam anticorpos anti-cardiolipina e tornam-se reagentes cerca de 1–3 semanas após o cancro duro. Servem para triagem, estimativa de atividade (títulos) e monitoramento de resposta ao tratamento; devem ser confirmados por teste treponêmico (TP-PA, FTA-ABS, EIA).

Alternativa correta: B — Pessoas com títulos baixos em testes não treponêmicos, sem registro de tratamento e sem data de infecção conhecida, devem ser consideradas como sífilis latente tardia e tratadas. Isso segue o Ministério da Saúde (Brasil) e CDC: infecção de duração desconhecida é manejada como tardia, pois o risco de complicações e transmissão vertical persiste e a queda de títulos é mais lenta.

Conduta prática (sífilis latente tardia): Penicilina benzatina 2,4 milhões UI IM, 1x/semana por 3 semanas (total 7,2 milhões UI). Alergia não gestante: doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 28 dias. Gestantes alérgicas: dessensibilizar e tratar com penicilina. Acompanhar VDRL/RPR em 6, 12 e 24 meses (queda esperada ≥4 vezes até 12–24 meses). (Fontes: Ministério da Saúde; CDC 2021; UpToDate)

Por que as demais estão incorretas?

A. “Títulos baixos (≤1:4) não persistem por meses/anos.” — Falso. Pode ocorrer o estado serofast, com títulos baixos persistentes por longo período, mesmo após tratamento adequado, sem significar falha terapêutica. (CDC; UpToDate)

C. “Não úteis para monitoramento.” — Falso. Os testes não treponêmicos são os principais para seguimento, pois o título numérico correlaciona-se com atividade e resposta (queda ≥2 diluições = resposta). Testes treponêmicos frequentemente permanecem reagentes por toda a vida. (Harrison; CDC)

D. “Todos devem negativar.” — Falso. Muitos permanecem com VDRL ≤1:2–1:4 por anos (serofast). Negativação é mais comum em sífilis recente, menos em tardia. (Ministério da Saúde; CDC)

Dicas de prova e pegadinhas:

Janela diagnóstica: teste pode ser não reagente no início; repetir se suspeita clínica forte.

Fenômeno de prozona: títulos muito altos podem gerar falso negativo; solicitar diluição quando houver alta suspeita clínica com VDRL/RPR não reagente.

Falsos positivos biológicos: doenças autoimunes, gravidez, infecções virais; confirmar com teste treponêmico.

Referências essenciais: Ministério da Saúde – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Sífilis; CDC Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines 2021; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Syphilis: screening and diagnosis; Treatment and monitoring).

Gabarito: B

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