No caso de paralisia facial periférica por OMC colesteatomat...
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Tema central: A questão versa sobre a conduta adequada frente à paralisia facial periférica secundária à otite média crônica colesteatomatosa (OMC colesteatomatosa), complicação rara, porém grave, que exige abordagem cirúrgica criteriosa para preservar a função neural e tratar a infecção subjacente.
Justificativa da alternativa correta (C): O tratamento padrão é a mastoidectomia para remoção completa do colesteatoma e descompressão do nervo facial no segmento envolvido pelo processo inflamatório ou pelo colesteatoma, sem abrir a bainha do nervo facial. Abrir a bainha aumenta o risco de lesão ao nervo, formação de neurinomas e pior prognóstico funcional.
Por que NÃO abrir a bainha? A bainha do nervo facial atua como barreira protetora. A literatura nacional (Revista Brasileira de Otorrinolaringologia) e internacional (Glasscock-Shambaugh: Surgery of the Ear, 6ª ed.) recomenda não abrir a bainha, pois esse procedimento deve ser reservado para casos muito específicos de necrose neural visível, o que é raro. O procedimento visa remover a compressão, evitando manipulação excessiva do nervo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Mastoidectomia, mas não descomprimir o nervo facial: Inadequada. Apenas remover o colesteatoma, sem descomprimir o nervo, mantém risco de isquemia, necrose e ausência de recuperação funcional.
B) Mastoidectomia, descomprimir e abrir a bainha do nervo: Equívoco. A abertura da bainha é desnecessária e danosa na maioria dos casos, gerando maior risco de lesão neural.
D) Fazer enxerto com nervo sural: Incorreto. O enxerto está indicado apenas em secção, perda extensa ou degeneração irreversível do nervo, cenário não indicado para paralisia por compressão colesteatomatosa.
Estratégia de prova e possíveis pegadinhas: Fique atento à diferenciação entre descomprimir o nervo (liberar compressão óssea ou tecido colesteatomatoso) versus abrir a bainha do nervo (técnica de exceção). Muitos alunos confundem os conceitos. Foque sempre em técnicas que priorizam a preservação neural segundo a boa prática cirúrgica.
Referência: Glasscock-Shambaugh, Surgery of the Ear; Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Citações reiteram: "A abertura da bainha do nervo facial deve ser evitada, salvo exceções."
Resumo: Na paralisia facial periférica por OMC colesteatomatosa, mastoidectomia com descompressão do nervo facial SEM abrir a bainha é a conduta de escolha, pois garante melhores taxas de recuperação funcional e menor risco de complicações.
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