“E, no entanto, duas ou três gerações atrás, o homem preferi...

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Q1310811 Português

“E, no entanto, duas ou três gerações atrás, o homem preferia morrer a perder a honra.”

A regência do verbo destacado não contraria os padrões da linguagem escrita em:

Alternativas

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Tema central: A questão aborda regência verbal, um tópico fundamental em Sintaxe para concursos públicos. Aqui, você deve saber quando usar preposição depois de certos verbos, conforme preconiza a norma-padrão.

Regra essencial: O verbo preferir é bitransitivo: ou seja, pede dois complementos – um objeto direto (aquilo que se prefere) e outro objeto indireto (aquilo que é preterido, introduzido obrigatoriamente pela preposição “a”).

Exemplo clássico: “Prefiro chá a café.” – Essa é a construção exigida pela gramática oficial, também recomendada por Bechara e Cunha & Cintra.

Justificativa da alternativa correta:

D) Naquela época, o homem preferia a morte a ser desonesto.

A construção segue a regra: “preferia a morte a ser desonesto”. O primeiro termo é objeto direto, e o segundo é objeto indireto, regido por “a”. Não há advérbios indevidos nem preposições erradas.

Análise das alternativas incorretas:

A) “preferia muito mais morrer a perder a honra.”
Erro: Advérbios de intensidade como “muito mais” estão em desacordo. O verbo “preferir” já expressa comparação e preferência, então “muito mais” é um pleonasmo vicioso, inadequado na norma-padrão.

B) “preferia mais morrer que perder a honra.”
Erro: Uso do advérbio “mais” (pleonasmo) e da conjunção “que” no lugar de “a”. O correto seria “preferia morrer a perder a honra”.

C) “preferia morrer do que perder a honra.”
Erro: A expressão “do que” não é admitida na regência do verbo “preferir”. Só é normativo “preferir algo a algo”.

Dica para provas: Quando aparecerem advérbios como “mais”, “muito mais” ou preposições/conjunções trocadas (“do que”, “que”), desconfie! O correto é preferir [A] a [B], sem intensificadores.

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Comentários

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D) Naquela época, o homem preferia a morte a ser desonesto. → Correto, quem prefere, prefere uma coisa A outra.

↝ O verbo preferir sempre vai ter seu objeto indireto representado pela preposição A.

GABARITO. D

✅ Gabarito: D

 a) Naquela época, o homem preferia muito mais morrer a perder a honra → INCORRETO. Quem prefere, prefere alguma coisa a outra (sem qualquer intensificador).
 b) Naquela época, o homem preferia mais morrer que perder a honra → INCORRETO. Quem prefere, prefere alguma coisa a outra (sem qualquer intensificador).
 c) Naquela época, o homem preferia morrer do que perder a honra → INCORRETO. Quem prefere, prefere alguma coisa a outra e não "do que" outra.
 d) Naquela época, o homem preferia a morte a ser desonesto → CORRETO.

➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

Gravem isto que terão sucesso: preferir mais não existe, e preferir é inimigo do do que.

A questão é sobre regência verbal e quer saber na reescrita feita nas alternativas qual forma ficaria de maneira correta.

“E, no entanto, duas ou três gerações atrás, o homem preferia morrer a perder a honra.”

a) Naquela época, o homem preferia muito mais morrer a perder a honra.

Incorreta. Não se usa termos de intensidade "muito mais" junto com o verbo preferir torna a forma não culta.

b) Naquela época, o homem preferia mais morrer que perder a honra.

Incorreta. Não se usa termo intensificador de superioridade "mais que" com o verbo preferir.

c) Naquela época, o homem preferia morrer do que perder a honra.

Incorreta. O correta é usar com o verbo preferir preposição "a" e sem o pronome relativo "que" e sem a preposição de (de+ o= do)

d) Naquela época, o homem preferia a morte a ser desonesto.

Correta. O verbo preferir é bitransitivo e seu primeiro complemento é um objeto direto " a morte" e o segundo é um objeto indireto, pois necessita da preposição "a" (a ser honesto). Assim estando correta a regência apresentada pela questão.

GABARITO D

Correta, D

Preferir uma coisa A outra.

"Prefiro estudar A ficar atoa"

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