Com relação à audiometria de altas frequências, é correto af...
Gabarito comentado
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Tema central: audiometria de altas frequências (EHF) avalia limiares acima da audiometria tonal convencional (que vai até 8 kHz). É útil para detectar precocemente lesões na porção basal da cóclea, típicas de ototoxicidade (p. ex., aminoglicosídeos, cisplatina) e perda auditiva induzida por ruído, além de acompanhar presbiacusia.
Alternativa correta (A): “Avalia a audição entre 9000 e 20.000 Hz, dependendo do audiômetro”. Justificativa: a EHF usualmente cobre de 9 a 16–20 kHz, conforme o hardware, o transdutor e a calibração. Normas técnicas (p. ex., IEC 60645-1, ANSI S3.6) contemplam medições estendidas, mas a faixa efetiva varia entre equipamentos. Conceitualmente, qualquer avaliação >8 kHz já é “altas frequências”.
Por que as demais estão incorretas:
(B) “Mesmo fone da audiometria tonal liminar”. Errado. As frequências muito altas exigem transdutores específicos e calibrados (circum-aurais ou insertos próprios para EHF), devido a fenômenos acústicos como ondas estacionárias no meato e maior atenuação. Fones supra-aurais convencionais (TDH-39/49) não são adequados e não têm resposta confiável acima de 8 kHz.
(C) “Não é útil no acompanhamento de expostos a ruído intenso”. Errado. A EHF é particularmente sensível a alterações iniciais por ruído, detectando elevação de limiar antes de 3–6 kHz na audiometria convencional. Por isso, é ferramenta de vigilância audiológica em populações expostas a ruído e em pacientes sob drogas ototóxicas.
(D) “Existe padrão de normalidade bem definido”. Errado. Não há consenso universal de normalidade para EHF: há grande variabilidade interindividual, forte influência da idade e diferenças entre transdutores/calibrações. Muitas instituições adotam normas locais ou bancos de dados internos; as referências populacionais ainda são menos consolidadas que nas frequências ≤8 kHz.
Estratégia para a prova: identifique palavras-chave. EHF = “>8 kHz”; “depende do audiômetro” sinaliza variação técnica real. Desconfie de absolutismos como “não é útil” e de suposições de que “é igual” à audiometria convencional (equipamento e calibração diferem). “Padrão bem definido” costuma ser armadilha em EHF.
Referências úteis: UpToDate (Evaluation of hearing in adults; Extended high-frequency audiometry); ASHA – Guidelines for Audiologic Management of Individuals Receiving Ototoxic Drugs; IEC 60645-1; ANSI S3.6; Katz J. Handbook of Clinical Audiology.
Gabarito: A
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