Considere um paciente que recebeu diagnóstico de tromboembo...
Considere um paciente que recebeu diagnóstico de tromboembolismo pulmonar relacionado ao perioperatório de fratura de fêmur. Durante a escolha de uma opção de anticoagulante oral deve-se levar em consideração diversos fatores para melhor adesão. Em relação aos aspectos práticos dos anticoagulantes orais diretos (DOACs), analise os textos abaixo.
A droga ______ já apresenta uma formulação genérica disponível no Brasil, que pode ser uma opção visando menor custo ao paciente.
A droga ______ pode ter um efeito anticoagulante reduzido em pacientes com taxa de filtração glomerular “supranormal” (por exemplo, clearance de creatinina maior que 120 mL/min).
Recomenda-se que a droga ______ seja ingerida preferencialmente junto com alimentos visando melhorar sua absorção.
A droga ______ deve ser tomada duas vezes ao dia tanto na fase aguda quanto crônica do tratamento, o que muda, entretanto é a dose por tomada.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a escolha adequada dos anticoagulantes orais diretos (DOACs) no contexto de tromboembolismo pulmonar (TEP), especialmente após fratura de fêmur. É fundamental conhecer as particularidades de cada DOAC para individualizar o tratamento, promover adesão e reduzir custos.
Gabarito correto: B) rivaroxabana / edoxabana / rivaroxabana / apixabana
Justificativa da alternativa correta:
1. Rivaroxabana (primeira lacuna): Já há formulação genérica disponível no Brasil, tornando-se escolha viável para pacientes com restrições financeiras. Isso favorece adesão ao tratamento – dado importante, segundo as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento do TEP.
2. Edoxabana (segunda lacuna): Em pacientes com clearance de creatinina maior que 120 mL/min, a edoxabana pode apresentar eficácia reduzida. Isso se deve à eliminação renal acentuada do fármaco, com potencial aumento do risco tromboembólico. Reforçado em protocolos internacionais (por exemplo, FDA e UpToDate, 2024).
3. Rivaroxabana (terceira lacuna): Este DOAC deve ser tomado junto com alimentos para melhorar sua absorção, otimizando a biodisponibilidade conforme as diretrizes nacionais e internacionais.
4. Apixabana (quarta lacuna): Administrada duas vezes ao dia tanto na fase aguda quanto crônica. Apenas a dose sofre alteração após os primeiros 7 dias, conforme explicitado nas diretrizes.
Análise das alternativas incorretas:
A): A dabigatrana não possui genérico disponível; apixabana não é afetada por função renal elevada e não requer ingestão com alimentos.
C): A dabigatrana não sofre redução de eficácia pelo clearance aumentado e não há recomendação de administrar edoxabana com alimentos.
D): Edoxabana não se administra duas vezes ao dia, e dabigatrana não precisa de alimentos para boa absorção.
E): Edoxabana e dabigatrana não apresentam as características associadas nas lacunas indicadas.
Dica para provas: Atente à diferença de posologia e particularidades farmacológicas de cada DOAC. Leia cuidadosamente para distinguir “absorção”, “disponibilidade de genérico” e “ajuste por função renal” – termos que costumam gerar dúvidas!
Citação normativa: “A rivaroxabana deve ser administrada com alimentos para otimizar sua absorção.” – Diretrizes Brasileiras para o Tratamento do TEP, Seção de Tratamento Anticoagulante.
Resumo: A alternativa B é correta pois reflete as recomendações clínicas atualizadas e o perfil farmacológico dos DOACs em uso.
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