O priapismo é uma ereção persistente decorrente de disfunção...

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Q3221592 Medicina
O priapismo é uma ereção persistente decorrente de disfunção dos mecanismos que regulam tumescência, rigidez e flacidez peniana. O diagnóstico de priapismo é uma questão de urgência que requer a identificação da hemodinâmica subjacente. Sobre esse tema que é considerado uma urgência urológica, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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Tema central: Priapismo é uma ereção prolongada e dolorosa, geralmente uma urgência urológica, que exige identificar o tipo hemodinâmico: isquêmico (baixo fluxo) x não isquêmico (alto fluxo). O isquêmico cursa com hipóxia, hipercapnia e acidose intracavernosa; o alto fluxo é não doloroso e não hipóxico. Referências: Diretrizes AUA (2021) e EAU (2024), UpToDate.

Alternativa correta: A – Intervenções após 48–72h podem aliviar ereção e dor, mas têm pouco benefício na preservação da função erétil. No priapismo isquêmico, a lesão do músculo liso cavernoso torna-se rapidamente irreversível: dano significativo após 24–36h e fibrose acentuada >48h, resultando em alta taxa de disfunção erétil, mesmo com tratamento. (AUA/EAU; UpToDate; Campbell-Walsh Urology)

Análise das incorretas

B – Falso. Hipóxia, hipercapnia e acidose são características do priapismo isquêmico (baixo fluxo). No alto fluxo, o sangue é bem oxigenado e o pênis costuma estar menos doloroso; a gasometria cavernosa é próxima de arterial (pO₂ normal/alta, pCO₂ normal, pH normal).

C – Falso. Trauma contuso ou lesão iatrogênica arterial com agulha estão classicamente associados ao alto fluxo (fístula cavernosa). Embora injeção intracavernosa de fármacos vasoativos possa desencadear isquêmico, o item generaliza ao incluir trauma contuso como “frequente” no isquêmico, o que é incorreto.

D – Falso. Discrasias hematológicas (ex.: anemia falciforme, leucemias) são forte fator de risco para priapismo isquêmico (inclusive formas recorrentes “stuttering”), não para o não isquêmico. Diretrizes AUA/EAU destacam manejo específico nesses pacientes.

E – Falso. A descompressão inicial do isquêmico é por aspiração dos corpos cavernosos, não do corpo esponjoso. Após aspiração, irrigação salina e injeção de agonista alfa-1 (fenilefrina) são recomendadas. “Corpo esponjoso” é pegadinha clássica.

Diagnóstico rápido na prática: dor intensa e rigidez do corpo cavernoso com glande/ corpo esponjoso mais macios sugerem isquêmico. Confirmar com gasometria cavernosa (isquêmico: pO₂ baixa, pCO₂ alta, pH < 7,25). Doppler peniano pode diferenciar alto fluxo.

Conduta resumida (isquêmico): analgesia, aspiração cavernosa + irrigação, fenilefrina intermitente; se refratário, shunts. Em falciforme: hidratação, oxigênio, tratar dor, considerar transfusão em casos selecionados. No alto fluxo: geralmente observação/embolização seletiva se persistente.

Estratégias para a prova: - “Tempo prolongado = pior prognóstico funcional” → sustenta a alternativa A. - “Trauma contuso” aponta para alto fluxo. - “Corpo esponjoso” em manejo é erro; o correto é corpos cavernosos. - Use a gasometria cavernosa para diferenciar os tipos.

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