São considerados fatores de risco para câncer urotelial de b...

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Q3221589 Medicina
São considerados fatores de risco para câncer urotelial de bexiga, exceto: 
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Tema central: fatores de risco para carcinoma urotelial de bexiga. Em prova, identifique palavras‑chave como “exceto” para marcar o item que não aumenta o risco.

Alternativa correta: B – Dieta Mediterrânea
A Dieta Mediterrânea é associada a menor inflamação sistêmica e melhor perfil antioxidante. Estudos observacionais apontam efeito protetor ou neutro sobre câncer de bexiga, não sendo listada como fator de risco nas diretrizes (EAU Guidelines on Bladder Cancer 2024; UpToDate: Epidemiology and risk factors for urothelial carcinoma). Portanto, é a opção que não constitui fator de risco.

Análise das alternativas incorretas

A – Tabagismo: principal fator de risco, responsável por ~50% dos casos em homens e ~35% em mulheres. Compostos como aminas aromáticas (p.ex., 2‑naftilamina) geram adutos de DNA no urotélio, promovendo mutações. Redução do risco ocorre após cessação do tabagismo. Referências: EAU 2024; IARC Monographs; Harrison’s.

C – Adoçantes artificiais: pegadinha. A associação surgiu de estudos antigos em roedores (sacarina/ciclamato), mas grandes coortes humanas não confirmaram aumento de risco de câncer de bexiga. A IARC classifica sacarina como Grupo 3 (não classificável) e o aspartame como 2B (possivelmente carcinogênico) por evidência limitada para outros sítios, não para bexiga. Diretrizes atuais não listam adoçantes como fator estabelecido (EAU/UpToDate). Em algumas bancas antigas aparece como “associação histórica”; nesta questão, contudo, o “exceto” recai claramente sobre a Dieta Mediterrânea.

D – Uso abusivo de analgésicos: clássico para fenacetina (retirada do mercado), associada a nefrite analgésica e aumento de carcinoma urotelial (especialmente trato alto, mas também bexiga). Evidência para AINEs/acetaminofeno é inconsistente; o ponto de prova é o abuso crônico de analgésicos antigos. Referências: UpToDate; Harrison’s.

E – Inflamação/infecção urinária de repetição: inflamação crônica do urotélio favorece carcinogênese. Destaque para Schistosoma haematobium (aumenta muito risco de carcinoma epidermoide vesical). Cateterismo crônico, cálculos e ITUs recorrentes também elevam risco. Referências: EAU 2024; WHO/IARC.

Estratégia de prova: 1) Sub­linhe “exceto”; 2) Lembre os maiores vilões: tabaco, exposições ocupacionais (aminas aromáticas), arsênio na água, ciclofosfamida e radioterapia pélvica; 3) Desconfie de itens “protetores” (frutas/vegetais, padrão mediterrâneo). 4) Em itens polêmicos como adoçantes, siga o que as diretrizes atuais dizem: não são fator estabelecido; se a banca cobrar “visão clássica”, priorize o contexto do enunciado.

Referências rápidas: EAU Guidelines on Non–muscle-invasive Bladder Cancer (2024); UpToDate: Epidemiology and risk factors for urothelial carcinoma; Harrison’s Principles of Internal Medicine; IARC Monographs.

Gabarito: B

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