Homem de 67 anos, portador de doença pulmonar obstrutiva cr...
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Tema central: Esta questão aborda a classificação clínica e conduta terapêutica na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), conforme o Relatório GOLD 2025 – principal referência internacional para diagnóstico e manejo da DPOC.
Análise do caso: Trata-se de paciente idoso, ex-tabagista, com VEF1 = 58% (obstrução moderada) e histórico de quatro exacerbações/ano, sendo duas graves (internações). O escore mMRC = 1 e CAT = 8 indicam leve impacto sintomático, porém chama atenção o alto risco de exacerbações.
Dica de prova: Segundo a nova classificação GOLD, “exacerbador” (Grupo E) é o paciente com ≥2 exacerbações leves/moderadas ou ≥1 grave nos últimos 12 meses. Pacientes sintomáticos, mas sem exacerbação ou com apenas 1 leve, enquadram-se em grupos A ou B. Fique atento ao número e gravidade das exacerbações no enunciado!
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa sugere a troca do salbutamol (SABA, uso apenas para alívio) por tiotrópio (LAMA de longa duração), que reduz sintomas, exacerbação e internações, consolidado pelo GOLD 2025: “Pacientes do Grupo E devem receber LABA + LAMA de início; é aceitável iniciar com monoterapia se não houver acesso simultâneo a ambos”. O VEF1 e exames não contraindicam o LAMA. A opção, apesar de citar GOLD C (termo antigo), está correta quanto à conduta, portanto deve ser assinalada.
Análise das alternativas incorretas:
- B) A troca por formoterol (LABA) isolado não cobre adequadamente o perfil exacerbador. GOLD recomenda associação ou LAMA prioritariamente para Grupo E.
- C) Azitromicina diária é opção adjuvante, nunca como primeira linha. Atua para redução adicional das exacerbações, mas só é indicada em casos refratários pela diretriz.
- D) Budesonida isolada (CI) não é indicada sem associação e só é indicada se eosinófilos ≥300 células/mm³ ou asma associada, o que não ocorre aqui.
- E) Ipratrópio de resgate não é superior ao tratamento de manutenção com LAMA.
Estratégia de resolução: Priorize identificar número e tipo de exacerbações, e sempre relacione com os grupos A/B/E do GOLD. Atenção para não se confundir com níveis sintomáticos baixos e risco elevado por exacerbação!
Referências essenciais: GOLD 2025, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, e obra “Doenças Pulmonares” (SBPT).
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