A eliminação viral espontânea, após infecção aguda pelo víru...
Gabarito comentado
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Tema central: Tratamento da hepatite C crônica com antivirais de ação direta (DAAs), considerando genótipos, estágio de doença hepática e condições especiais (como insuficiência renal e cirrose).
Gabarito: A
Por que a alternativa A está correta? Em pacientes com HCV genótipo 1 e insuficiência renal grave (TFG < 30 mL/min) ou em diálise, o esquema elbasvir + grazoprevir é recomendado e seguro, com taxas de resposta virológica sustentada (RVS) >95%. Evita-se sofosbuvir nesses casos em muitos protocolos por depuração renal. Diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT), AASLD/IDSA e EASL reconhecem elbasvir/grazoprevir como opção para GT1 (e GT4) em DRC avançada. O raciocínio da prova exige identificar o match entre genótipo e comorbidade renal.
Análise das alternativas incorretas
B) Incorreta. O tratamento não é restrito a fibrose avançada. As diretrizes atuais recomendam tratar praticamente todos os pacientes com infecção crônica por HCV, independentemente do estágio de fibrose, exceto em casos com expectativa de vida muito limitada não modificável. Isso reduz progressão para cirrose, HCC e transmissão. Referências: PCDT-MS, AASLD/IDSA, EASL, OMS.
C) Incorreta. Daclatasvir não é inibidor de protease NS3/4A; é um inibidor de NS5A. Dica para prova: fármacos -previr = inibidores de protease (ex.: grazoprevir); -asvir = inibidores de NS5A (ex.: daclatasvir, elbasvir); -buvir = inibidores de polimerase NS5B (ex.: sofosbuvir). Embora daclatasvir já tenha sido disponibilizado em esquemas do SUS (p.ex., com sofosbuvir), o erro de classe torna a assertiva falsa.
D) Incorreta. Em cirrose descompensada (Child-Pugh B/C) com MELD < 20, a conduta preferida é tratar antes do transplante com esquemas sem inibidores de protease (ex.: sofosbuvir/velpatasvir ± ribavirina), visando estabilizar e até “delistar” alguns pacientes. Postergar para pós-transplante é considerado quando o MELD é alto (≈>20–25) ou há benefício claro em priorizar o enxerto. A afirmação inverte a recomendação. Fontes: AASLD/IDSA, EASL, PCDT-MS.
Estratégias de prova:
- Associe sufixos dos DAAs à classe-alvo: -previr (NS3/4A), -asvir (NS5A), -buvir (NS5B).
- Em DRC estágio 4/5, prefira esquemas sem sofosbuvir quando a diretriz local assim orientar; elbasvir/grazoprevir é opção para GT1/4.
- Na cirrose descompensada, evite inibidores de protease; avalie MELD para decidir pré vs pós-transplante.
Referências rápidas: PCDT Hepatite C – Ministério da Saúde; AASLD/IDSA HCV Guidance; EASL Recommendations; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.
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