A dor na região lombar (lombalgia) é um sintoma e não especi...
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Tema central: Lombalgia é um sintoma, geralmente de causa intrínseca (estruturas da coluna: discos, facetas, músculos, ligamentos) ou extrínseca (órgãos abdominais/pélvicos). Classifica-se em dor mecânica/nociceptiva, radicular (neurogênica) e referida. Identificar tipo de dor, “sinais de alarme” e respostas a movimento/reposo guia o manejo (Harrison’s; UpToDate; Diretrizes ACP/NICE/MS).
Alternativa correta: D — Conduta na lombalgia refratária. Pacientes que falham medidas conservadoras por 6–12 semanas podem requerer escalonamento: AINEs (1ª linha), analgésicos simples (paracetamol/metamizol; utilidade limitada isoladamente), e, em casos selecionados, opioides fracos por curto prazo com cautela. Quando há causa estrutural com correlação clínica (ex.: hérnia com radiculopatia invalidante, estenose, instabilidade) ou déficit neurológico progressivo/síndrome da cauda equina, considerar intervenção cirúrgica. Baseado em ACP 2017, NICE NG59 e Protocolo MS-Brasil; ver também UpToDate/Harrison’s.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Dor espondilogênica” é, por definição, de origem intrínseca à coluna (disco, faceta, musculatura paravertebral). Dizer que é “extrínseca” é conceitualmente errado. Causas extrínsecas de dor lombar incluem litíase renal, pancreatite, AAA, endometriose, coxartrose. O padrão “piora com esforço/ortostase e melhora com repouso” descreve dor mecânica, mas isso não a torna extrínseca (Harrison’s; DynaMed).
B) O Teste de Fajersztajn (elevação da perna reta cruzada) tem alta especificidade para hérnia discal lombar com radiculopatia, porém baixa sensibilidade. Já o teste de Lasegue ipsilateral é mais sensível e menos específico. Logo, afirmar “alta sensibilidade e especificidade” é incorreto (UpToDate; AAFP: sensib. ~25–40%, especif. >85–90%).
C) A dor neurogênica radicular decorre de compressão/irritação de raiz nervosa (hérnia discal/estenose), com dor dermatomérica, parestesias e piora com Valsalva. Contudo, não é o tipo mais comum: a maioria dos casos é de lombalgia mecânica inespecífica (≈85–90%). Radiculopatia corresponde a minoria (≈5–10%) (NICE; ACP; Harrison’s).
Dicas de prova e raciocínio:
- Palavras-chave como “extrínseca vs intrínseca” e “mais comum” frequentemente sinalizam pegadinhas conceituais.
- Em testes físicos, lembre: sensibilidade mede “detectar doentes”, especificidade mede “confirmar doentes”. Fajersztajn confirma, Lasegue rastreia.
- Em manejo, iniciar com educação, atividade física, calor, fisioterapia; AINEs como primeira linha; opioides apenas curto prazo e seletivos; cirurgia quando houver indicação clara por falha terapêutica ou déficit neurológico (NICE/ACP/MS).
Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Low back pain in adults, 2024); ACP Clinical Practice Guideline 2017; NICE NG59 (Low back pain and sciatica); Ministério da Saúde – Linha de cuidado Dor Lombar.
Gabarito: D
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