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Q2398495 Medicina
Em 1991, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma Resolução para eliminar a hanseníase como problema de saúde, sendo, para isso, necessária uma prevalência de menos de 1 caso por 10 mil habitantes. O que foi alcançado em 113 de 122 países, ou seja, exceto em nove, dos quais, em três está próxima a eliminação; porém, em seis (Índia, Brasil, Myanmar, Madagascar, Moçambique e Nepal), a hanseníase ainda constitui importante problema de saúde pública e a meta não foi atingida. De acordo com a classificação atual da hanseníase, conforme a OMS, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Tema central: Classificação operacional da hanseníase segundo a OMS (paucibacilar – PB vs. multibacilar – MB). A classificação define conduta terapêutica e vigilância. Regra prática: baciloscopia positiva = MB; se baciloscopia indisponível/negativa, usar o nº de lesões cutâneas: ≤5 → PB; >5 → MB.

Alternativa correta: BPacientes com baciloscopia positiva são considerados multibacilares. Isso segue a classificação operacional da OMS e do Ministério da Saúde: qualquer positividade ao bacilo (baciloscopia em linfa/pele) indica alta carga bacilar, enquadrando o caso como MB, independentemente do número de lesões. Referências: WHO Guidelines for the diagnosis, treatment and prevention of leprosy; Manual de Condutas do MS-Brasil; Harrison’s; UpToDate.

Por que é correta? A baciloscopia detecta Mycobacterium leprae em esfregaços intradérmicos. Positividade implica maior transmissibilidade e necessidade de esquema MB (rifampicina + clofazimina + dapsona por 12 meses).

Análise das incorretas

A. “PB apenas tuberculóide” – Falsa. PB inclui, operacionalmente, indeterminada e tuberculóide e parte das dimorfas quando ≤5 lesões e baciloscopia negativa. Não se limita à forma tuberculóide. Além disso, a classificação operacional não depende exclusivamente do espectro histoclinico (Ridley-Jopling).

C. “Indeterminada e virchowiana são PB” – Falsa. A virchowiana (lepromatosa) é sempre MB pela alta carga bacilar. A indeterminada geralmente é PB (poucas lesões, baciloscopia negativa), mas não torna a virchowiana PB.

D. “Dimorfa com baciloscopia negativa é MB” – Falsa. Se a baciloscopia é negativa, o critério volta-se ao nº de lesões. Dimorfa com ≤5 lesões pode ser PB; >5 lesões, MB. A forma clínica, por si, não define a classe operacional.

Dicas de prova

  • Regra do 5: ≤5 lesões (e baciloscopia negativa) → PB; >5 → MB.
  • Baciloscopia positiva = MB, independentemente do número de lesões.
  • Classificação operacional guia o tratamento: PB (rifampicina + dapsona por 6 meses); MB (rifampicina + clofazimina + dapsona por 12 meses) – OMS/MS.

Fontes: WHO (Guidelines for leprosy); Ministério da Saúde do Brasil – Manual de Diretrizes para Hanseníase; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Leprosy: diagnosis and classification).

Gabarito: B

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Comentários

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Para explicar a questão e justificar a resposta correta, é necessário compreender a classificação da hanseníase de acordo com a carga bacilar, que é um indicador da quantidade de bacilos de Mycobacterium leprae (agente causador da hanseníase) no organismo do paciente. De acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a hanseníase é classificada como paucibacilar ou multibacilar. Os pacientes paucibacilares têm menos bacilos e geralmente apresentam até cinco lesões de pele. Por outro lado, os pacientes classificados como multibacilares possuem uma quantidade maior de bacilos, com mais de cinco lesões de pele. A alternativa B é a correta porque afirma que pacientes com baciloscopia positiva são considerados multibacilares, o que está alinhado com as diretrizes da OMS que classificam pacientes com presença detectável de bacilos por meio da baciloscopia como multibacilares, devido à maior carga bacteriana. As demais alternativas estão incorretas porque misturam ou confundem as categorias de classificação da doença com base no número de lesões e na detecção do bacilo.

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