No tratamento de crianças com paralisia cerebral espástica,...

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Q3157688 Terapia Ocupacional
No tratamento de crianças com paralisia cerebral espástica, a melhoria da coordenação motora fina e a promoção de independência em atividades da vida diária são prioridades fundamentais na Terapia Ocupacional. Considerando as técnicas terapêuticas disponíveis, qual delas é mais apropriada para abordar a espasticidade moderada nas mãos, facilitando a coordenação motora fina e o desenvolvimento funcional adequado? 
Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central: Esta questão aborda a atuação da Terapia Ocupacional (TO) na reabilitação de crianças com paralisia cerebral espástica. O foco recai sobre estratégias e técnicas para melhorar a coordenação motora fina e promover a independência em atividades da vida diária (AVDs).

Resumo teórico: Na espasticidade, há aumento anormal do tônus muscular que prejudica o movimento voluntário e a precisão motora. A TO atua para reduzir a espasticidade e estimular padrões motores funcionais, utilizando recursos como prática orientada, estimulação elétrica funcional (FES), órteses, técnicas de facilitação e ambientes virtuais. A escolha da técnica deve ser baseada em evidências de eficácia e no perfil funcional do paciente (BRASIL. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Paralisia Cerebral, 2014; American Occupational Therapy Association – AOTA, 2020).

Justificativa da alternativa correta (C):

A combinação de estimulação elétrica funcional (FES) e prática funcional orientada é respaldada por pesquisas e diretrizes modernas em reabilitação. O FES estimula eletricamente músculos específicos para gerar movimento funcional, enquanto a prática orientada reforça o aprendizado do movimento em atividades reais do cotidiano, favorecendo maior controle motor fino e função independente. Essa associação tem resultados efetivos em casos de espasticidade moderada, pois integra a ativação muscular e o treino funcional, conforme apontam revisões sistemáticas (Louwers et al., 2016; AOTA, 2020).

Análise das alternativas incorretas:

A: A ausência de intervenção terapêutica direta pode prejudicar o desenvolvimento motor em crianças com paralisia cerebral, já que a espasticidade dificulta a auto-organização dos movimentos espontaneamente (BRASIL, 2014). Exploração livre sozinha não é suficiente.

B: Apesar do PNF ser válido para reabilitação motora, ele não é o método mais indicado para melhoria da motricidade fina em casos de espasticidade das mãos. O PNF é mais utilizado em grandes grupos musculares.

D: Ambientes virtuais sem feedback sensorial são limitados, pois a reabilitação motora depende de informações táteis e proprioceptivas. O isolamento de feedback pode reduzir a eficácia do treino.

E: Órteses rígidas são úteis para prevenir deformidades, mas não promovem função motora fina; ao contrário, a imobilização reduz a prática ativa necessária para o ganho funcional.

Dica de interpretação: Foque nas palavras-chave do enunciado como "melhoria da coordenação fina" e "funcionalidade". Desconfie de propostas que envolvam ausência de intervenção, exclusão de estímulos sensoriais ou imobilização rígida, pois vão contra princípios da TO centrada na função.

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