O planejamento de intervenções terapêuticas para crianças c...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: B
Tema central: Esta questão aborda a intervenção terapêutica em crianças com paralisia cerebral espástica, enfocando estratégias para melhorar a coordenação motora grossa e reduzir a espasticidade. O conhecimento fundamental envolve práticas de reabilitação funcional, integração das atividades de vida diária (AVDs) e o suporte científico das intervenções.
Resumo teórico: A paralisia cerebral espástica compromete o controle motor devido ao aumento anormal do tônus muscular (espasticidade), afetando a execução de movimentos funcionais. A Terapia Ocupacional utiliza abordagens baseadas em evidências para promover funcionalidade nas AVDs, priorizando exercícios ativos, alongamentos e treinamento orientado ao cotidiano da criança. Os principais manuais de reabilitação (ex.: Bobath, NDT, recomendações da American Academy for Cerebral Palsy and Developmental Medicine) reforçam a integração do fortalecimento, alongamento e uso de atividades significativas para ganhos reais.
Justificativa da alternativa correta (B): A opção B propõe a combinação de alongamentos (ativos e passivos) com treinamento funcional voltado às AVDs, incluindo adaptações e dispositivos de assistência, sempre ajustando à realidade e ao grau de comprometimento da criança. Este é o padrão-ouro, pois reduz a espasticidade sem perder amplitude de movimento, ao mesmo tempo que favorece a independência funcional (Guia de Reabilitação em Paralisia Cerebral – Ministério da Saúde, 2016).
Análise das alternativas incorretas:
A: O jogo livre é importante na infância, mas sem direcionamento terapêutico formal, não há garantia de melhora funcional específica para espasticidade.
C: Focar só em imobilização através de suportes e bandagens pode prejudicar o desenvolvimento motor e aumentar a rigidez, sendo contraindicado como abordagem principal.
D: A mobilização passiva robótica pode complementar a reabilitação, mas não substitui o treino ativo e pode levar à diminuição da atividade voluntária muscular.
E: Técnicas cognitivas como biofeedback são auxiliares, mas insuficientes isoladamente para tratar espasticidade e promover funcionalidade motora em paralisia cerebral.
Estratégia para interpretação: Busque palavras que demonstrem abordagem multiprofissional, adaptação à funcionalidade real e vínculo entre atividade terapêutica e vida diária. Cuidado com alternativas que propõem métodos únicos ou restritivos sem embasamento teórico robusto.
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