Considerando o caso clínico de um paciente de 60 anos de id...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O enunciado aborda o diagnóstico inicial de uma massa cervical de aspecto linfonodal associada à hipoacusia (diminuição da audição) ipsilateral em um paciente idoso. Este quadro é altamente sugestivo de carcinoma de nasofaringe, cuja apresentação clássica envolve linfadenopatia cervical e sintomas otológicos decorrentes da obstrução da tuba auditiva pela lesão tumoral.
Justificativa – Alternativa Correta (C): Rinoscopia posterior
A rinoscopia posterior é fundamental nos casos de suspeita de patologia tumoral da nasofaringe. Este exame permite a visualização direta da região nasofaríngea, local onde tais tumores normalmente se instalam, o que é essencial sempre que houver sinais indiretos como massa cervical e hipoacusia. Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (Diretrizes para Tumores de Nasofaringe, 2023), “a avaliação endoscópica da nasofaringe é passo inicial insubstituível na elucidação diagnóstica de massas cervicais com sintomas auditivos.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Tomografia computadorizada: Embora útil no estadiamento e planejamento terapêutico, não constitui o primeiro passo para a elucidação, pois não permite avaliação direta da mucosa da nasofaringe.
B) Audiometria e imitanciometria: São exames complementares que confirmariam a perda auditiva condutiva, mas não elucidam a causa do sintoma nem do aumento linfonodal.
D) Videolaringoscopia: Avalia a laringe e, eventualmente, hipofaringe, mas não explora adequadamente a nasofaringe — região de maior relevância neste caso.
E) Biópsia da massa cervical: Só está indicada após tentativa de identificação do tumor primário. Segundo Harrison's: “A investigação do tumor primário precede qualquer abordagem invasiva aos linfonodos aumentados.”
Estratégias para provas: Identifique palavras-chave no contexto clínico (massas cervicais, sintomas otológicos) e relacione-as à anatomia da nasofaringe. Evite respostas que avancem etapas diagnósticas, como exames invasivos sem avaliação locorregional prévia.
Resumo: A rinoscopia posterior é imprescindível para reconhecer o tumor primário em casos de suspeita de carcinoma nasofaríngeo, orientando passos subsequentes (imagem e biópsia).
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