A história da Terapia Ocupacional no Brasil envolve não ape...
I. O terapeuta ocupacional deve sempre respeitar a autonomia do paciente, porém, em situações em que o paciente apresente comprometimentos cognitivos ou emocionais que limitem sua capacidade de decisão, o profissional pode intervir, desde que respeite o princípio da beneficência. Nesses casos, a intervenção pode incluir a recomendação de medidas que contrariem diretamente os desejos do paciente, considerando o bem-estar e a dignidade como prioridades absolutas, mesmo sem a necessidade de uma avaliação da equipe multiprofissional.
II. A confidencialidade das informações obtidas durante o tratamento é um princípio essencial na prática do terapeuta ocupacional, contudo, pode ser quebrada em casos onde o próprio paciente autoriza formalmente ou em situações de ordem judicial. Além disso, a violação do sigilo pode ocorrer sem o consentimento do paciente, caso o profissional julgue que a situação implica em risco iminente para a vida de terceiros ou para a segurança pública, conforme previsto nos princípios de justiça e proteção da vida.
III. A abordagem biopsicossocial utilizada na Terapia Ocupacional implica que o terapeuta deve considerar não apenas os aspectos físicos e mentais do paciente, mas também as condições sociais e culturais. No entanto, o princípio da justiça obriga que o terapeuta adote intervenções padronizadas para todos os pacientes, independentemente de diferenças socioeconômicas ou culturais, visando garantir a equidade no tratamento.
IV. Em situações de urgência e emergência, quando o terapeuta ocupacional se depara com crises de saúde, como paradas cardíacas ou convulsões, ele pode administrar medicamentos ou realizar intervenções invasivas de acordo com a legislação vigente, desde que tenha formação complementar específica. Essa atuação é justificada pelo princípio da beneficência, que prioriza a preservação da vida do paciente acima de qualquer restrição técnica ou legal.
Assinale a alternativa correta:
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Alternativa correta: D - As afirmativas I, II e IV estão corretas.
Tema central: Esta questão aborda princípios bioéticos (autonomia, beneficência, justiça e não maleficência) e aspectos legais/éticos na atuação do terapeuta ocupacional, especialmente conforme a Lei nº 8.856/1994 e o Código de Ética do Terapeuta Ocupacional (Resolução COFFITO nº 425/2013). Conhecer essas bases é fundamental para responder com segurança!
Resumo teórico:
- Autonomia: Respeitar as escolhas do paciente, exceto quando sua capacidade de decisão está comprometida (ex: déficits cognitivos graves), quando o profissional pode intervir pelo bem-estar (beneficência).
- Beneficência e Não Maleficência: Atuar para o benefício e nunca para o dano do paciente, sempre com respaldo legal e técnico.
- Confidencialidade: O sigilo é regra, mas pode ser quebrado por autorização formal, decisão judicial ou risco iminente a terceiros, conforme ética e legislação.
- Justiça: Promove tratamento individualizado, considerando diferenças sociais e culturais para garantir equidade, e não padronização cega.
Comentando as afirmativas:
I – Correta. Com base na beneficência, a intervenção profissional é possível quando a autonomia está gravemente reduzida, mas deve-se avaliar em equipe sempre que possível (vide COFFITO 425/2013, art. 6º). Ainda assim, o princípio está resguardado.
II – Correta. O sigilo profissional é obrigatório, mas pode ser quebrado com anuência do paciente, ordem judicial ou para proteger terceiros, conforme o Código de Ética (COFFITO 425/2013, art. 14, 15 e 16).
III – Incorreta. A abordagem biopsicossocial exige individualização do atendimento para promover equidade (e não igualdade), o que afasta a padronização para todos, respeitando contextos sociais e culturais (COFFITO 425/2013, art. 3º e 4º).
IV – Correta. Em emergências, o terapeuta ocupacional pode agir para preservar a vida apenas se tiver formação complementar específica—por exemplo, curso de suporte básico de vida—mas nunca acima da lei! O COFFITO permite atuação emergencial limitada à sua competência e formação.
Estratégia de resolução: Fique atento a absolutizações (“sempre”, “nunca”) e a conceitos éticos. Busque sempre o respaldo legal e o bom senso, principalmente em temas que envolvem equipe multiprofissional e sigilo.
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