Durante a reanimação neonatal de um RN > 34 semanas, o pa...

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Q3883456 Medicina
Durante a reanimação neonatal de um RN > 34 semanas, o parâmetro mais confiável para avaliar a eficácia da ventilação com pressão positiva nos primeiros 30 segundos é o seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na reanimação neonatal de RN > 34 semanas, nos primeiros 30 segundos, a resposta mais importante à ventilação com pressão positiva é a elevação da frequência cardíaca, idealmente acima de 100 bpm. Esse é o parâmetro mais confiável para julgar se a VPP está eficaz e, por isso, sustenta o gabarito C.

Tema central: Avaliação da VPP neonatal
Análise das alternativas
A
Errada
A SpO2 não é o melhor parâmetro para julgar a eficácia da VPP nos primeiros 30 segundos. Sua elevação é mais gradual após o nascimento e depende da transição neonatal, da perfusão periférica e do próprio atraso inerente à oximetria. Nesse momento inicial, ela é menos sensível e menos útil que a frequência cardíaca para definir se a ventilação está efetiva.
B
Errada
Movimentos torácicos visíveis ajudam a verificar a técnica ventilatória, mas não comprovam ventilação alveolar eficaz. Pode haver elevação torácica sem troca gasosa suficiente para reverter a hipóxia e a bradicardia. O critério clínico mais confiável não é a insuflação aparente, e sim a resposta fisiológica traduzida pela elevação da frequência cardíaca.
C
Certa
A alternativa C está correta porque, na reanimação neonatal, a frequência cardíaca é o principal parâmetro de reavaliação da resposta à VPP. Quando a ventilação é efetiva, ocorre melhora rápida da oxigenação e da hipóxia miocárdica, com elevação da FC. Por isso, a subida da frequência cardíaca, especialmente para acima de 100 bpm, é o marcador clínico mais confiável de que a ventilação inicial está funcionando.
D
Errada
Ausência de cianose periférica não é marcador confiável de eficácia da VPP. A cor é subjetiva, sofre influência de perfusão e da transição neonatal, e acrocianose pode persistir sem significar falha ventilatória. Portanto, não serve como parâmetro principal de avaliação imediata da ventilação.
E
Errada
Melhora do tônus muscular pode acompanhar recuperação clínica, mas é um sinal inespecífico e mais tardio para avaliar a resposta imediata à VPP. O tônus pode ser influenciado por depressão perinatal e outros fatores, sem relação direta e imediata com a eficácia ventilatória. Por isso, não supera a frequência cardíaca como critério decisivo.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sinais auxiliares de ventilação, como movimento torácico e SpO2, e o marcador clínico realmente prioritário na reavaliação imediata da VPP, que é a elevação da frequência cardíaca.
Dica para questões semelhantes
  • Em reanimação neonatal inicial, se a pergunta for sobre resposta à VPP, priorize a frequência cardíaca como parâmetro de eficácia.
  • Não confunda sinal técnico de insuflação torácica com prova de ventilação alveolar efetiva.
  • Nos primeiros segundos de vida, SpO2 e cor têm limitação pela transição neonatal e não substituem a frequência cardíaca.
  • Se a FC não sobe após VPP, o raciocínio correto é suspeitar ventilação inadequada e reavaliar técnica e via aérea.

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