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Ano: 2024
Banca:
Instituto UniFil
Órgão:
Prefeitura de Guapirama - PR
Provas:
Instituto UniFil - 2024 - Prefeitura de Guapirama - PR - Auxiliar de Serviços Gerais
|
Instituto UniFil - 2024 - Prefeitura de Guapirama - PR - Pedreiro |
Instituto UniFil - 2024 - Prefeitura de Guapirama - PR - Motorista |
Q4323233
Não definido
Texto associado
Leia o texto para responder a questão.
Feminicídio: 4 mulheres são mortas por dia no Brasil — por
que isso ainda acontece com tanta frequência?
Por Simone Machado
Mariele Bueno Pires, de 20 anos, foi achada morta em
casa, em Ponta Grossa, no Paraná, em 23 de agosto. Em seu
corpo seminu, havia ao menos vinte perfurações feitas com uma
faca. Inicialmente, a Polícia Civil acreditava se tratar de um
latrocínio – roubo seguido de morte –, mas as investigações
apontaram para um feminicídio. O principal suspeito do crime
era seu companheiro, um rapaz de 26 anos.
Imagens de câmeras de segurança de outras casas
registraram que ele esteve no local e saiu pouco antes de o crime
ser descoberto por vizinhos. Ele ainda teria colocado fogo em
parte do imóvel na tentativa de esconder o crime. O rapaz foi
preso no dia seguinte e confessou o assassinato. A crueldade
com que Mariele foi morta choca, mas não é uma situação
isolada no Brasil.
Em 18 de agosto, a médica Thallita da Cruz Fernandes,
de 28 anos, foi assassinada com ao menos 30 facadas no
apartamento onde morava em São José do Rio Preto, no interior
de São Paulo, e colocada em uma mala. Também foram
câmeras de segurança que mostraram à polícia que o namorado
de Thallita foi a única pessoa que saiu do imóvel no dia do
crime. O rapaz foi preso no dia seguinte e confessou que matou
a namorada. Segundo a Polícia Civil, o crime aconteceu depois
que a médica tentou romper seu relacionamento de três anos.
Mariele, Thallita e outras centenas de mulheres são
mortas todos os anos no país em crimes de feminicídio. Dados
do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em
2022, uma mulher foi morta a cada seis horas no país. No total,
foram 1.437 vítimas de feminicídio no ano passado, um
aumento de 6,5% em relação aos 1.347 registrados em 2021.
Esse alto índice de mulheres vítimas de feminicídio está
relacionado a fatores como a crença de que as mulheres são
subalternas aos homens e que suas vontades são menos
relevantes, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Uma visão que faz com que mulheres sejam vistas por muitos
homens como objetos de sua propriedade.
“Ainda há muitos crimes devido à cultura machista e
sexista que existe no país, que coloca o sexo feminino como um
ser inferior, que não tem direito a ter suas próprias vontades e
que está submissa à vontade do homem, devendo sempre fazer
o que ele quer”, explica Deíse Camargo Maito, professora de
Direito da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG)
que pesquisou sobre violência contra a mulher.
[...]
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqqg2ezpk3po
Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso de
“mau” e “mal”.