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Q3883441 Medicina
Um homem de 35 anos é admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico com colisão frontal. Ele está consciente, com queixas de dor abdominal difusa e sinais de peritonite. Os sinais vitais mostram pressão arterial de 90/60 mmHg e frequência cardíaca de 120 bpm. Após estabilização inicial com reposição volêmica, o FAST (Focused Assessment with Sonography in Trauma) é positivo para líquido livre na cavidade abdominal.
Neste momento, a conduta mais apropriada é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: No trauma abdominal fechado, a combinação de peritonite, instabilidade hemodinâmica e FAST positivo para líquido livre indica lesão intra-abdominal com necessidade de laparotomia exploradora imediata; exames complementares que atrasem o controle cirúrgico não são a conduta adequada.

Tema central: Trauma abdominal fechado
Análise das alternativas
A
Errada
A tomografia é método de melhor detalhamento anatômico, mas não é a próxima conduta aqui porque exige tempo e deslocamento e é mais útil quando há estabilidade hemodinâmica suficiente para investigação. Em paciente com hipotensão, taquicardia, peritonite e FAST positivo, pedir TC atrasa uma laparotomia já indicada.
B
Errada
Paracentese diagnóstica para confirmar sangue é redundante neste cenário. O FAST já mostrou líquido livre e o exame clínico já é cirúrgico pela presença de peritonite e instabilidade. Fazer exame confirmatório adicional quando a indicação operatória já está estabelecida não agrega decisão e posterga tratamento.
C
Errada
Antibiótico de amplo espectro e observação não tratam o problema central deste caso, que é suspeita de lesão intra-abdominal grave com possível hemorragia e/ou contaminação associada a peritonite traumática. Em presença de choque e sinais peritoneais, conduta conservadora isolada é inadequada e potencialmente perigosa por atrasar controle cirúrgico.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro já ultrapassou a etapa diagnóstica. Peritonite no trauma sugere lesão visceral significativa, a hipotensão com taquicardia indica instabilidade hemodinâmica compatível com choque hemorrágico até prova em contrário, e o FAST positivo reforça hemoperitônio ou outra lesão intra-abdominal relevante. Com essa associação, a conduta apropriada é exploração cirúrgica imediata para controle de dano e tratamento definitivo, sem retardar a intervenção.
E
Errada
Repetir o FAST em 30 minutos é inadequado porque o exame já é positivo e a conduta já está definida pela associação com peritonite e instabilidade hemodinâmica. FAST seriado pode ter papel em reavaliação de cenários selecionados, mas não quando o limiar de intervenção cirúrgica já foi atingido.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exame mais detalhado e conduta prioritária: a tomografia pode ser útil no trauma abdominal, mas não quando já há instabilidade hemodinâmica, peritonite e FAST positivo. Outra confusão real é achar que o FAST positivo isoladamente decide tudo; aqui o que fecha a indicação operatória é a combinação dos achados.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma abdominal fechado, peritonite no exame físico tem peso decisivo e aponta para necessidade de exploração quando associada a sinais de gravidade.
  • Se o paciente está hipotenso e taquicárdico após trauma, pense em choque hemorrágico até prova em contrário e evite exames que atrasem o tratamento definitivo.
  • FAST positivo em paciente instável reforça lesão intra-abdominal clinicamente relevante; se o quadro já é cirúrgico, não peça exame confirmatório que não muda conduta.
  • Tomografia no trauma abdominal depende de estabilidade suficiente; ela não substitui laparotomia quando há indicação operatória já estabelecida.

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