Mulher de 63 anos, com adenocarcinoma de cólon transverso pr...

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Q3883438 Medicina
Mulher de 63 anos, com adenocarcinoma de cólon transverso proximal (flexura hepática). Colonoscopia mostra lesão estenosante, e tomografia não mostra metástases.
Considerando o tratamento cirúrgico oncológico adequado, a conduta mais indicada nesse caso é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a extensão oncológica conforme o território linfovascular do tumor: um adenocarcinoma estenosante na flexura hepática/cólon transverso proximal, sem metástases, exige ressecção cirúrgica curativa com o mesocólon e a drenagem linfática regional correspondentes. Nessa topografia, o padrão indicado é a hemicolectomia direita ampliada com ligadura central dos pedículos pertinentes, o que torna a alternativa A a correta.

Tema central: Ressecção oncológica do cólon direito
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque aplica o princípio oncológico do câncer de cólon: ressecar o segmento tumoral com margens adequadas e o mesocólon correspondente ao território de drenagem linfática. Na flexura hepática/cólon transverso proximal, essa drenagem se relaciona ao território da mesentérica superior, especialmente cólica média e ramos ileocólicos/direitos. Por isso, a hemicolectomia direita ampliada contempla a radicalidade oncológica exigida, com linfadenectomia regional apropriada. A via minimamente invasiva pode ser usada em centros habilitados, desde que os princípios oncológicos sejam preservados.
B
Errada
Está errada porque limita a ressecção à flexura hepática e preserva cólica média e ileocólica, o que não remove adequadamente o território linfovascular regional do adenocarcinoma nessa topografia. Em câncer de cólon, não basta retirar a lesão com margem intestinal; é necessária ressecção do mesocólon e dos pedículos correspondentes.
C
Errada
Está errada por erro anatômico-vascular. A flexura hepática/cólon transverso proximal não pertence ao território da artéria mesentérica inferior, mas ao território do cólon direito/transverso proximal ligado à mesentérica superior. Portanto, hemicolectomia esquerda resseca território inadequado para essa topografia tumoral.
D
Errada
Está errada porque adenocarcinoma de cólon estenosante indica doença invasiva que requer colectomia oncológica com linfadenectomia regional. Ressecção endoscópica local, mesmo com margens macroscópicas livres, não trata adequadamente o componente linfonodal nem corresponde ao tratamento cirúrgico oncológico exigido nesse cenário.
E
Errada
Está errada porque proctocolectomia total não é conduta de rotina para adenocarcinoma esporádico localizado na flexura hepática sem metástases. Não há, na base fornecida, elementos como polipose, síndrome hereditária, colite extensa ou tumores síncronos difusos que justifiquem cirurgia tão ampliada e mutiladora.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que margem macroscópica e ressecção segmentar bastam para tumor da flexura hepática, ignorando a drenagem linfática, e confundir essa topografia com território da mesentérica inferior, escolhendo hemicolectomia esquerda.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de cólon, defina primeiro o território vascular e linfático da topografia tumoral; a extensão da colectomia deriva disso.
  • Não aceite como suficiente uma alternativa que retire só a lesão se ela não incluir mesocólon e linfadenectomia regional.
  • Lesão estenosante com adenocarcinoma aponta para ressecção cirúrgica oncológica, não para tratamento endoscópico local.
  • Ausência de metástases define intenção curativa, mas não substitui o critério de radicalidade oncológica da ressecção.

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