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Q3883436 Medicina
Um paciente de 62 anos é diagnosticado com adenocarcinoma gástrico localizado na pequena curvatura do estômago distal, sem invasão de estruturas adjacentes e sem metástases a distância. A endoscopia e a tomografia confirmam uma lesão restrita ao antro gástrico, com linfonodos regionais aumentados.
A conduta cirúrgica mais apropriada para este caso, visando ao tratamento curativo, é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A combinação de tumor restrito ao antro/estômago distal, sem invasão adjacente e sem metástases a distância, sustenta tratamento cirúrgico com intenção curativa; na presença de linfonodos regionais aumentados, a abordagem oncológica adequada é com linfadenectomia formal em D2.

Tema central: Gastrectomia distal com D2
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos técnicos. Primeiro, a gastrectomia total é mais extensa do que o necessário para lesão restrita ao antro/distal, já que a topografia tumoral é o que define a necessidade de preservar ou não o estômago proximal quando margens livres são possíveis. Segundo, a linfadenectomia D1 é insuficiente como abordagem oncológica padrão neste contexto, especialmente diante de linfonodos regionais aumentados.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, em lesão localizada no estômago distal com margem oncológica factível, a gastrectomia subtotal distal é suficiente para o controle cirúrgico do tumor. Os linfonodos regionais aumentados reforçam a necessidade de dissecção linfonodal oncológica, usualmente em padrão D2.
C
Errada
Está errada porque ressecção endoscópica da mucosa é opção para lesões muito iniciais e selecionadas, com risco muito baixo de metástase linfonodal. Aqui há linfonodos regionais aumentados e o enunciado não descreve doença intramucosa de baixo risco. Portanto, EMR não trata adequadamente o componente nodal suspeito e não é curativa nesse cenário.
D
Errada
Está errada porque amplia indevidamente tanto a ressecção gástrica quanto a linfadenectomia. Tumor restrito ao antro não exige gastrectomia total se é possível obter margem oncológica com gastrectomia distal/subtotal. Além disso, D3 não é o padrão curativo rotineiro neste caso.
E
Errada
Está errada porque quimioterapia exclusiva não substitui cirurgia em adenocarcinoma gástrico localizado e ressecável. Esquemas como FLOT podem integrar tratamento perioperatório, mas o componente cirúrgico é necessário para intenção curativa na ausência de metástases e de irressecabilidade local.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre maior extensão cirúrgica e melhor oncologia: os linfonodos aumentados exigem linfadenectomia adequada, mas não transformam automaticamente um tumor distal em indicação de gastrectomia total; ao mesmo tempo, lesão localizada não significa lesão precoce elegível a tratamento endoscópico.
Dica para questões semelhantes
  • Defina primeiro a topografia do tumor: lesão distal/antro ressecável com margem adequada favorece gastrectomia subtotal distal, não total.
  • Separe extensão da ressecção gástrica de extensão da linfadenectomia: tumor distal pode pedir ressecção menor do estômago, mas dissecção nodal padrão D2.
  • Exclua terapia endoscópica quando houver suspeita nodal regional ou quando o caso não for descrito como câncer gástrico precoce de baixo risco.
  • Em doença localizada ressecável, quimioterapia pode compor estratégia multimodal, mas não substitui a cirurgia com intenção curativa.

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