Assinale a alternativa em que há erro de identificação das ...

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Q1153183 Português
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CUIDADO COM QUE COMPRA!

    
           Para os moldes atuais, Magdalena Schöttlin não tinha feito nada de errado, na realidade. Mas em uma vila alemã de 1708, seu comportamento era ultrajante. A esposa de 34 anos de um tecelão vivia usando um “lenço exagerado no pescoço que não condizia com sua condição de vida, sendo um flagrante de violação das ordens do governo sobre vestuário”.
     Os censores locais, responsáveis por fazerse cumprir as leis, já haviam alertado Magdalena duas vezes. Então o pastor dirigiu um sermão de domingo castigando a elegância da alfaiataria, se referindo especialmente ao lenço de Magdalena. Finalmente, os censores convocaram a pobre mulher diante de todo o conselho da igreja e ordenaram que ela se explicasse.     
       Quando ela protestou contra a proibição de seu acessório, alegando que havia sido presenteada com o objeto e que outras pessoas também usavam adornos parecidos, a paciência dos censores acabou. Magdalena foi ordenada a parar de usar seu lenço “ostentação” para sempre. Ela também foi sentenciada a pagar 11 Kreuzer quase o equivalente a quatro dias de trabalho.                     Magdalena é apenas uma entre milhares de moradoras das quais as práticas de consumo foram reconstruídas pelo time de historiadores econômicos da Universidade de Cambridge. As mudanças nos hábitos de consumo são interessantes não só por suas próprias finalidades, mas também porque podem ter efeitos muito mais amplos.



Revista BBCHistory Brasil, ANO 2 –Nº 8,2015
Assinale a alternativa em que há erro de identificação das figuras de linguagem:
Alternativas

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Tema central: Figuras de linguagem (também chamadas de figuras de estilo ou tropos). São recursos expressivos utilizados para dar maior riqueza e profundidade ao texto, sendo questão frequente em concursos públicos que exigem boa compreensão da norma-padrão e da interpretação textual.

Alternativa correta: B

A alternativa correta é a letra B porque apresenta um erro de identificação da figura de linguagem: ao classificar "Indesejada das gentes" como metáfora, desconsidera-se que, no contexto, ocorre a personificação (ou prosopopeia). Aqui, a morte é descrita como um ser dotado de vontade e personalidade, recebendo tratamento humanizado (“talvez eu sorria, ou diga: – Alô, iniludível!”). Pela norma-padrão e gramáticas como Bechara e Cunha & Cintra, metáfora é a comparação implícita entre dois seres; já a personificação é atribuir características humanas a entes abstratos. O erro consiste justamente em classificar algo como metáfora quando o certo é prosopopeia.

Análise das alternativas incorretas:

A) Antítese — Correta a identificação: o texto opõe termos e ideias (“não querer x bem querer”; “ganha x se perder”).
C) Prosopopeia — Atribui ações humanas ao amor (“pode esperar em silêncio"), caracterizando prosopopeia/personificação.
D) Pleonasmo — Ocorre a repetição intencional (“chorar o seu choro”, “sorrir teu sorriso”), reforçando a ideia.
E) Sinestesia — “Cheiro áspero” associa sensação olfativa e tátil, o que define a sinestesia.

Dica para não errar em provas: Ao estudar figuras de linguagem, analise o contexto e tente identificar se há uma comparação, contradição, transformação sensorial ou atribuição de qualidade humana. Isso evita confusões entre metáfora e personificação, por exemplo (pegadinha frequente).

Segundo Evanildo Bechara e Celso Cunha & Lindley Cintra, é imprescindível dominar o conceito de cada figura para reconhecer com precisão sua aplicação no texto. Isso fortalece tanto sua interpretação quanto sua redação.

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GABARITO: LETRA B

? Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível! (Metáfora)

? Temos a presença de assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.

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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

Na alternativa B, cita-se a metáfora no período a seguir:

"Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível!".

A metáfora consiste em uma comparação não manifesta, ou seja, sem a presença de nenhum elemento comparativo, p.ex. como, tanto quanto, qual, etc. Sem esforços tremendos, é perceptível a inexistente comparação e, por conseguinte, não há metáfora.

Sob outra ótica, analisemos um termo grifado:

"Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: - Alô, iniludível!".

Faz-se alusão à morte, mas esta não fora feita de maneira indubitável e clara, e sim por meio de uma expressão (Indesejada das gentes) que alude ao advento soturno (morte). Ora, essa característica de conhecer um nome por meio de outra palavra ou expressão que lhe seja alusiva é atinente à figura de linguagem denominada antonomásia. Há fartura de exemplo em nosso idioma: Rei das Selvas (leão), Cidade das Luzes (Paris), Planeta Água (Terra), Cidade Maravilhosa (Rio de Janeiro), Águia de Haia (Rui Barbosa), etc.

Letra B

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