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Mulher, 45 anos, previamente hígida, procura atendimento par...

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Q3883427 Medicina
Mulher, 45 anos, previamente hígida, procura atendimento para avaliação de nódulo na região cervical anterior percebido em exame de rotina. Relata ausência de sintomas compressivos(dispneia, disfagia) e nega antecedentes familiares de câncer de tireoide ou exposição prévia à radiação cervical.
Foi realizada ultrassonografia de tireoide, que demonstrou um nódulo sólido, hipoecoico, de 2,0 cm no lobo direito, com margens irregulares, microcalcificações e ausência de halo periférico.
Considerando os achados descritos, a conduta mais adequada é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: Nódulo tireoidiano sólido, hipoecoico, com margens irregulares e microcalcificações configura padrão ultrassonográfico altamente suspeito de malignidade; com 2,0 cm, há indicação de Punção Aspirativa por Agulha Fina guiada por ultrassonografia, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: PAAF em nódulo tireoidiano suspeito
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque seguimento ultrassonográfico isolado é conduta incompatível com nódulo de alta suspeição ultrassonográfica e tamanho suficiente para investigação invasiva. Observação periódica se aplica a nódulos de menor risco ou sem critério de punção, o que não é o caso.
B
Errada
Está errada porque a cintilografia não é exame inicial universal na avaliação de nódulo tireoidiano suspeito. Seu papel principal é quando há TSH baixo ou suprimido para verificar se o nódulo é hiperfuncionante. Como essa informação não foi fornecida, e o problema central aqui é o padrão ultrassonográfico altamente suspeito, a prioridade é PAAF, não cintilografia.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o nódulo reúne múltiplos achados ultrassonográficos classicamente associados a alto risco de malignidade: hipoecogenicidade, microcalcificações e margens irregulares, além de ser sólido e medir 2,0 cm. Nesse contexto, a conduta diagnóstica adequada é a PAAF guiada por ultrassonografia, que é o exame indicado para definir a natureza benigna ou maligna do nódulo antes de qualquer decisão terapêutica definitiva.
D
Errada
Está errada porque anti-TPO e antitireoglobulina investigam autoimunidade tireoidiana, especialmente tireoidite, mas não estabelecem malignidade nodular nem definem a próxima etapa diante de um nódulo com sinais ultrassonográficos suspeitos. Esses exames não resolvem a questão diagnóstica proposta.
E
Errada
Está errada porque tireoidectomia total sem confirmação citológica prévia não é a sequência diagnóstica padrão em nódulo suspeito assintomático, sem sinais compressivos ou outro critério imediato informado no caso. Pular a etapa da PAAF leva a conduta excessiva e pode resultar em sobretratamento.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer um nódulo ultrassonograficamente muito suspeito e, mesmo assim, escolher exames que não resolvem a suspeita imediata, como cintilografia sem dado de TSH suprimido, ou apenas observar como se fosse nódulo de baixo risco.
Dica para questões semelhantes
  • Se o nódulo é sólido, hipoecoico, com microcalcificações e margens irregulares, trate-o como padrão de alta suspeição e pense em PAAF se o tamanho for puncionável.
  • Cintilografia entra principalmente quando há TSH baixo ou suprimido; não substitui a PAAF em nódulo suspeito ao ultrassom.
  • Autoanticorpos tireoidianos avaliam autoimunidade, não confirmam nem afastam câncer em nódulo suspeito.
  • Achado ultrassonográfico suspeito não autoriza cirurgia definitiva automática; a etapa usual é confirmação citológica antes da decisão terapêutica.

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