Homem de 28 anos, trabalhador em canavial, deu entrada na em...
Exames laboratoriais: ureia 220 mg/dL; creatinina 3,0 mg/dL; potássio 3,3 mEq/L; hemoglobina 11 g/dL; hematócrito 36%; leucócitos 12.000/mm3; plaquetas 60.000/mm3; TGO 62 UI/L; TGP 56 UI/L; bilirrubina direta 8 mg/dL; CK 800 UI/L; exame de urina: proteína +/4; hemoglobina ++/4; hemácias 10/campo; leucócitos 30/campo.
O provável diagnóstico histológico e a melhor conduta para reduzir a mortalidade são:
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Tema central: A questão aborda injúria renal aguda (IRA) secundária a quadro infeccioso com rabdomiólise e envolvimento sistêmico, típica em leptospirose, comum em trabalhadores rurais expostos a ambientes úmidos.
Raciocínio clínico: Trata-se de jovem ictérico, com insuficiência renal aguda (uréia 220 mg/dL, creatinina 3,0 mg/dL), plaquetopenia, CK elevada (800 UI/L), proteinúria, hematúria e história de sinais infecciosos agudos. O achado laboratorial de CK aumentada reforça o diagnóstico de rabdomiólise, principal fator precipitante de necrose tubular aguda (NTA) nesses contextos.
Justificativa da alternativa correta: A necrose tubular aguda é o diagnóstico histológico de IRA nessas condições. Segundo o "Projeto Diretrizes: Insuficiência Renal Aguda" da AMB/CFM: "Em casos de rabdomiólise associada à IRA, deve-se proceder à hidratação profusa e considerar hemodiálise diante de piora clínica ou metabólica." O manejo inicial é suporte volêmico vigoroso, prevenção de sobrecarga hídrica e, quando indicado, hemodiálise para controle de toxinas e estabilização clínica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Glomerulonefrite pós-infecciosa geralmente se manifesta após infecção estreptocócica; predomina em crianças, cursa com hematúria macroscópica, edema e hipertensão, ausentes no caso.
C) Pielonefrite xantogranulomatosa é crônica, associada a obstrução/infecção; não se relaciona à rabdomiólise ou IRA aguda abrupta.
D) Glomerulonefrite rapidamente progressiva requer evidências de glomerulopatia, não sugeridas (ausência de cilindros hemáticos).
E) Microangiopatia trombótica cursa com anemia hemolítica e esquizócitos (não referidos), além de não justificar CK elevada.
Dica de prova: Casos de febre, dor muscular muito intensa, icterícia, insuficiência renal aguda e exposição ambiental sugerem leptospirose grave (síndrome de Weil), cursando com NTA secundária à rabdomiólise.
Resumo final: A alternativa B está correta por alinhar diagnóstico e tratamento otimizado segundo as diretrizes clínicas brasileiras e internacionais (KDIGO, AMB/CFM).
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