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Q3366293 Medicina
Um paciente de 54 anos em diálise peritoneal apresenta vermelhidão e dor no local de saída do cateter. Exames microbiológicos identificam Staphylococcus aureus como o patógeno causador.
Considerando as recomendações para a prevenção e tratamento de infecções do sítio de saída e do túnel em diálise peritoneal, qual das seguintes medidas é mais apropriada para tratar essa infecção e prevenir futuras complicações? 
Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda o tratamento das infecções do local de saída do cateter em pacientes em diálise peritoneal, com ênfase nos casos de infecção por Staphylococcus aureus — um dos patógenos mais temidos nesse contexto devido ao risco aumentado de evolução para peritonite e complicações graves.

Justificativa para a alternativa correta (B):
A antibioticoterapia sistêmica com vancomicina (ou cefalosporinas, conforme a sensibilidade) é recomendada em infecções do sítio de saída causadas por S. aureus devido ao alto potencial invasor desse germe e ao risco de complicações locais e sistêmicas. Segundo as recomendações ISPD (International Society for Peritoneal Dialysis, 2022), “toda infecção comprovada por S. aureus deve ser tratada imediatamente por via sistêmica, preferencialmente com vancomicina ou conforme o antibiograma”. O uso apenas tópico pode ser insuficiente, especialmente diante da agressividade e da possibilidade de resistência.

Análise das alternativas incorretas:

A) O tratamento tópico com mupirocina é uma estratégia preventiva, eficaz para reduzir a colonização, mas não substitui o tratamento sistêmico diante de infecção já estabelecida. Em situações de infecção ativa por S. aureus, o tópico isolado é insuficiente para impedir a progressão à peritonite.

C) Limpeza com povidona-iodo e gentamicina tópica possui papel principalmente profilático; na infecção já instalada, é obrigatório associar antibiótico sistêmico dirigido ao germe isolado. Gentamicina tópica não é primeira escolha contra S. aureus, além de não abranger adequadamente MRSA.

D) Não iniciar antibióticos e apenas realizar limpeza pode aumentar o risco de complicação local e peritonite. Essa conduta está em desacordo com as diretrizes internacionais e nacionais.

E) Embora a coleta de cultura seja fundamental (para adaptação do tratamento), o início de antibiótico conforme “gérmen e sensibilidade” é uma conduta que atrasaria o início do tratamento. A antibioticoterapia deve ser iniciada empiricamente diante de quadro sugestivo, principalmente para S. aureus, enquanto se aguarda o resultado da cultura, conforme preconiza o Manual MSD e recomenda a ISPD.

Dicas para provas: Sempre que houver sinais de infecção do local de saída do cateter e menção a S. aureus, relacione com o risco de peritonite e lembre: tratamento sistêmico imediato é a conduta mais segura e alinhada às principais referências (“Manual MSD”; ISPD 2022; UpToDate 2024).

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