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Ano: 2026
Banca:
Instituto Legalle
Órgão:
Prefeitura de Marques de Souza - RS
Prova:
Instituto Legalle - 2026 - Prefeitura de Marques de Souza - RS - Técnico Agrícola |
Q4297377
Português
Texto associado
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos
ameaça avanços
As novas infecções por HIV e as mortes
relacionadas à aids atingiram os menores níveis globais em
2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira
(27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para
HIV/Aids (Unaids). No entanto, a organização alerta que
este avanço está ameaçado pela queda do financiamento
para ações de prevenção e tratamento. Em todo o mundo
foram registrados 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV,
o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010.
Já o número de mortes por aids no ano passado chegou a
570 mil.
Por outro lado, cresceu o número de novos casos
em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre
esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a
remédios de prevenção em 41% em resposta a esse
aumento. O relatório foi divulgado na 26ª Conferência
Internacional de Aids, ocorrida em julho, no Brasil.
A diretora-executiva da Unaids, Winnie Byanyima,
ressaltou que o fim da epidemia de aids já não é mais
apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às
inovações científicas, especialmente a profilaxia préexposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em
pessoas saudáveis por até seis meses.
"Essa é uma das maiores oportunidades que nós
temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos
isolados não vão acabar com a aids. Inovação sem acesso
não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos
continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que
precisam deles", enfatizou.
A Unaids estima que 20 milhões de pessoas
precisam ter acesso à PrEP injetável de longa duração para
que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com
a aids como ameaça de saúde pública até 2030. О
compromisso foi firmado pelos países-membros das
Nações Unidas há algumas semanas.
"Isso significa preços acessíveis, competição via
genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia,
rápida introdução dentro dos programas nacionais",
ressalvou Winnie.
"A ciência fez o seu trabalho, agora, a política
precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente
consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos
acabar com a aids. Se isso for realmente implementado,
podemos prevenir 3,2 milhões de novas infecções e 1,3
milhão de mortes relacionadas à aids", complementou a
diretora-geral da Unaids.
O primeiro passo para isso é a recomposição dos
investimentos globais no tratamento e na prevenção do
HIV, defende o programa das Nações Unidas. Os recursos
do principal programa de assistência aos países de baixa
renda, o Overseas Development Assistance (ODA), caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV.
Alguns países africanos dependem desses recursos para
mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.
Isso impacta a oferta de novas tecnologias de
prevenção, mas também o tratamento de pessoas já
infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com
HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que
sobe para quase metade entre as crianças.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-
07/infeccoes-e-mortes-por-hiv-caem-mas-falta-de-recursos-ameacaavancoS
No trecho Inovação sem acesso não
inovação, e, sim, injustiça, proferido pela diretora Winnie
Byanyima, depreende-se o seguinte subentendido: