O uso das drogas colinérgicas de ação direta visando a efeit...

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Q3409986 Veterinária
O uso das drogas colinérgicas de ação direta visando a efeitos terapêuticos (como medicamento) é relativamente limitado em Medicina Veterinária. A Pilocarpina é utilizada para: 
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Tema central: fármacos colinérgicos de ação direta (agonistas muscarínicos). A pilocarpina é um alcaloide muscarínico que estimula receptores M3 no olho, promovendo miose e contração do músculo ciliar, o que aumenta a drenagem do humor aquoso pela malha trabecular e reduz a pressão intraocular (PIO).

Alternativa correta: A — Tratamento do glaucoma de ângulo aberto
A pilocarpina é indicada classicamente para glaucoma de ângulo aberto, pois seu mecanismo aumenta a saída trabecular do humor aquoso. Em Medicina Veterinária, o uso é mais limitado hoje (prostaglandinas como latanoprost e inibidores da anidrase carbônica são preferidos), mas a associação pilocarpina–glaucoma de ângulo aberto é a indicação canônica cobrada em provas. Referências: Goodman & Gilman’s Pharmacological Basis of Therapeutics; Katzung – Basic & Clinical Pharmacology; Gelatt – Veterinary Ophthalmology; Plumb’s Veterinary Drug Handbook.

Por que as demais estão incorretas?

B — Produzir miose durante cirurgia ocular: Embora a pilocarpina cause miose, o uso intraoperatório típico é de acetilcolina (intracameral, p.ex., Miochol-E) ou carbacol (Miostat), pela ação rápida e controlável. A pilocarpina tópica tem início mais lento, efeito prolongado e pode aumentar inflamação pós-operatória, não sendo a escolha.

C — Diagnóstico da hiperreatividade brônquica: O teste de provocação bronquial é feito com metacolina (ou histamina), não com pilocarpina. A metacolina é o agonista muscarínico padronizado para esse fim; pilocarpina não é utilizada em protocolos diagnósticos respiratórios e poderia precipitar broncoespasmo indesejado.

D — Estimular a contração da bexiga/geniturinário: O fármaco de escolha para atonia do detrusor/retensão urinária não obstrutiva é o bethanecol, por ação muscarínica mais seletiva periférica. A pilocarpina tem perfil ocular; seu uso sistêmico traria efeitos adversos colinérgicos (sialorreia, bradicardia, broncoconstrição) sem vantagem terapêutica.

Dicas de prova (pegadinhas):
Associe “pilocarpina → glaucoma (ângulo aberto)”; “metacolina → teste broncoprovocação”; “bethanecol → atonia vesical”; “acetilcolina/carbacol → miose intraoperatória”. Essa correspondência evita troca entre agonistas diretos.

Pontos clínicos extras: Pilocarpina pode causar miose persistente, espasmo de acomodação e dor ocular; cautela em uveíte e em pacientes com asma/broncoespasmo. Em fechamento angular agudo, pode ser usada após redução inicial da PIO para tracionar a íris, mas não é primeira linha em animais.

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